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Death Metal da Nova Geração: conheça três ótimas bandas do Metal da Morte

O vasto universo vazio e gelado do Metal da Morte. IA

Death Metal da Nova Geração: conheça três ótimas bandas do Metal da Morte

Embora todos os anos haja muitos lançamentos de qualidade em cada subgênero do Metal, há muito pouca renovação propriamente dita. Ou seja, faltam compositores que agreguem a sua sonoridade uma assinatura própria. Ao mesmo tempo, a imensa maioria das bandas mais tradicionais não ousa tentar fazer a reinvenção de sua música.

Por conta disso, vários lançamentos parecem utilizar riffs requentados, muito deja-vu, assim como explicitamente pouca inspiração. Tais álbuns até agradam temporariamente os fãs pela reminiscência que fomentam, mas não chegam a ganhar relevância, caindo rapidamente no esquecimento.

No entanto, temos verdadeiras e ótimas exceções. Essa matéria fala de três bandas que adotam a marca do Metal da Morte, porém produzem a sua música sem prisão às fórmulas que se consagraram na era old school. São elas: VoidCeremony (América), SlaveOne (França) e Stormsorrow (Brasil).

VoidCeremony

VoidCeremony – Divulgação Metal Archives – conheça três ótimas bandas do Metal da Morte

A princípio com os nomes de Antiquity e Poltergeist, VoidCeremony iniciou suas atividades na cidade californiana de Ramona no ano de 2010.

Em 2014, já como VoidCeremony, veio o primeiro registro oficial, o EP Dystheism. Após mais dois EPs, Cyclical Descent of Causality (2015) e Foul Origins of Humanity (2017), foi em 2020 que, finalmente, saiu o seu primeiro full lenght, o excelente Entropic Reflections Continuum: Dimensional Unravel, pelo selo 20 Buck Spin.

Sua sonoridade se define melhor como Progressive Technical Death Metal, já que foge completamente do óbvio e ou do comum.

VoidCeremony ainda lançou outros dois álbuns completos, Threads of Unknowing (2023) e Abditum (2025), que soam ainda mais formidáveis que seus primórdios.

Em resumo, vale demais à pena dar a devida atenção ao trabalho desses californianos. Seu Death Metal abusa em técnica e em criatividade, mas sem perder a essência extrema do subgênero.

SlaveOne

No ano de 2009, na cidade de Montargis/Centre-Val de Loire, a cena francesa de música extrema nos presenteou com o nascimento do SlaveOne. Ainda que o quinteto se classifique simplesmente como Death Metal, sua música mescla diversos elementos distintos sem descaracterizar seu subgênero.

Em 2012, sua discografia teve início com o EP Cold Obscurantist Light, contudo o debut, Disclosed Dioptric Principles, só chegou quatro anos mais tarde pela Dolorem Records.

Já o segundo full lenght, Omega Disciples (2020), é, por enquanto, seu magnum opus, colocando a alta musicalidade e uma pitada de Fusion em plena evidência.

Enfim, em 20/02/2026, o Metal Na Lata resenhou The Seraphic Conspiracy, além de entrevistar o baterista Sebatien Salin sobre esse disco que tem tudo para se tornar seu trabalho de maior relevância a médio prazo.

Stormsorrow

Mesmo sendo um disco de estreia, The Blood Red Horizon, primeiro registro do Stormsorrow, banda goiana de Melodic Death, conquistou, surpreendentemente, até os ouvintes radicais.

Contendo uma variedade de elementos dentro de um mesmo trabalho, ainda assim, esse registro consegue soar homogêneo. Em outras palavras, nem sempre criar algo bastante rico em variações significa dar tiro para todos os lados. Em suma, Kahlil Souto, vocalista, guitarrista e compositor do Stormsorrow, soube aproveitar completamente o universo de possibilidades que o Melodic Death permite.

Concluindo, se você ainda não conhece o referido trabalho, faça-o agora mesmo:

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