Deftones – “Private Music” (2025)
Reprise Records | Warner Records
#NuMetal #AlternativeRock #AlternativeMetal
Para fãs de: Korn, Superheaven, System Of A Down
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
Muitas bandas passam por renascimentos que reafirmam sua relevância no metal, sejam nomes mais antigos e “clássicos” ou aqueles que despontaram nos anos 90/2000. No caso do Deftones, esse renascimento aconteceu com “Ohms” (2020) e desde então tem mantido a banda em alta no mundo todo. Agora, em 2025, o grupo chega ao seu décimo álbum de estúdio, “Private Music”, com músicas tão grandiosas que certamente o colocam entre os melhores discos do ano.
A faixa de abertura, “My Mind is a Mountain”, não perde tempo e inicia o álbum com um verdadeiro soco na cara: guitarras poderosas e bateria estrondosa criam uma atmosfera de pura força, enquanto os vocais etéreos e os gritos rasgados de Chino Moreno dão forma a uma melodia dinâmica e natural, começando “Private Music” em grande estilo. “Locked Club” mantém a intensidade com um baixo pulsante e pesado, enquanto os vocais exploram novamente uma dualidade marcante, conduzindo o ouvinte por uma viagem única, mesmo em meio a uma bateria implacável.
“Infinite Source” remete ao início dos anos 2000, com uma sonoridade mais acessível e feita para grandes arenas, ancorada em um riff potente e capaz de transportar o ouvinte em mais uma viagem sensorial. “Milk of the Madonna” é um ataque sonoro com riffs envolventes e um refrão que certamente incendiará o público nos shows. Sua levada marcante a torna uma das melhores do álbum — e, particularmente, minha favorita.
“Cut Hands” resgata o espírito Nu Metal da banda, entregando uma faixa que é um deleite para os fãs, com Moreno alternando com naturalidade entre linhas de rap e gritos, embalado por riffs pesadíssimos. “Metal Dream” reforça a estética Nu Metal, agora com um toque industrial e um riff viciante. A bateria acrescenta viradas empolgantes, transmitindo uma energia que só bandas com vitalidade e frescor conseguem alcançar.
Ao final do disco, a sensação é a de ter percorrido uma verdadeira maratona — intensa, mas recompensadora. “Private Music” se firma, sem dúvidas, como um dos grandes destaques do ano e consolida ainda mais o nome do Deftones entre os gigantes do metal. Um álbum feito para ser revisitado inúmeras vezes, deixando uma marca profunda no ouvinte.