
Demolizer – “Thrashmageddon” (2020)
Mighty Music
#ThrashMetal
Para fãs de: Exodus, Death Angel, Havok, Municipal Waste
Nota: 10
Possivelmente vocês já leram milhares de vezes sobre a importância do primeiro trabalho de uma banda. Lançar um disco que largue na frente, receba boas notas e encha a caixa de mensagens de elogios. É o sonho de todos, mas poucos conseguem. Os dinamarqueses do Demolizer no próximo mês de setembro estarão colocando na praça não apenas um dos milhares de lançamentos que saem mensalmente no mundo, mas sim um álbum que com certeza será aplaudido e ganhará notas altas ao redor do planeta.
“Thrashmageddon” inicia de forma brutal como um coice bem dado e termina com você dando um belo sorriso sarcástico e masoquista por ter “ apanhado” por cerca de pouco mais de 40 minutos. As primeiras audições me deram a impressão de ser jogado diretamente para o olho de um furacão pelo Thrash Metal visceral e poderoso faqui apresentado que resgata de forma fiel o que os grandes nomes do estilo fizeram em seus discos formadores de caráter. As maiores forças motrizes estão em diversos fatores, como os riffs secos, gritos enlouquecidos que parecem vindo diretamente de um manicômio ou do instrumental que por muitas vezes traz um ataque de uma alcateia de lobos famintos querendo a mais bela e deliciosa carne humana.
Tudo o que foi descrito acima ainda é pouco para trazer ao leitor o poderio de faixas como “Copenhagen Burning”, “NTC”, “Bloodshot Eyes” e “Until The Day I Die”. Imaginem o céu pegando fogo sem bombeiros ou extintores por perto, apenas correria e caos para todo lado com virgens e santos sem salvação eminente. Os 49 segundos de “Gore” são indescritíveis de tão doentio, algo no melhor estilo Napalm Death.
Do belíssimo e bem sacado trocadilho do título do álbum, para composições diretas e sem rodeios, somado a uma mixagem certeira e pulsante. Se o ano de 2020 anda de cabeça para baixo, era mais que necessário que tivesse entre suas trilhas sonoras um trabalho de tamanho calibre.
Nota máxima dada, peço licença para voltar ao bate cabeça.
William Ribas





