Diamond Head – “Live and Electric” (2025)
Silver Lining Music | Shinigami Records
#HeavyMetal
Para fãs de: Saxon, Angel Witch, Raven, Tygers of Pan Tang, Judas Priest
Texto por Johnny Z.
Nota: 9,0
Quando uma banda como o Diamond Head lança um álbum ao vivo, a expectativa é alta — não só pela história que carrega, mas porque, convenhamos, poucos grupos conseguem manter a mesma chama acesa depois de tantos anos. Felizmente, Live and Electric não apenas atende a essas expectativas como as supera com folga. Gravado durante a turnê britânica de 2022 ao lado do Saxon, o disco traz um compilado de apresentações feitas em cidades como Aberdeen, York, Cambridge, Cardiff e outras, todas cuidadosamente registradas e selecionadas para compor um set poderoso e fluido. E é essa fluidez que faz com que o álbum soe como um show único, mesmo tendo sido captado ao longo de vários.
Logo de cara, “The Prince” já dá o tom: peso, energia e um público vibrando, como se estivéssemos ali no meio da plateia. A produção, assinada pelo excelente e atual vocalista Rasmus Bom Andersen e com mixagem de Jay Shredder, tem aquele sabor cru e direto, sem truques de estúdio — o que se ouve é a banda em seu estado mais puro e visceral. E que banda! Brian Tatler (hoje também no Saxon) segue sendo um monstro nos riffs, com sua Les Paul rasgando hinos como “Helpless”, “It’s Electric” e, claro, a imortal “Am I Evil?” Sim, você as conhece com toda certeza (risos). É incrível como a produção intensa e o fato de que, mesmo após mais de quatro décadas, o Diamond Head ainda soa faminto, afiado e absolutamente relevante dá as caras aqui!
E o vocal de Rasmus… que presença, que feeling! Ao invés de tentar imitar o passado, ele traz sua identidade, sua pegada mais agressiva e moderna, o que só reforça o quanto o Diamond Head ainda soa atual.
Os músicos ao redor também seguram a bronca com maestria. Paul Gaskin no baixo e Karl Wilcox na bateria formam uma base sólida como uma muralha. Andrew “Abbz” Abberley completa o time com sua guitarra base discreta, mas eficiente, dando a sustentação perfeita para os solos cortantes de Tatler. E o que mais impressiona aqui é justamente esse equilíbrio: um show nostálgico, sim, mas sem ser datado. Faixas mais recentes, como “Belly of the Beast” e “Death by Design”, se encaixam naturalmente entre os clássicos, mostrando que a banda continua criando material relevante e empolgante.
A força do grupo ao vivo e a habilidade de transitar entre passado e presente sem perder o impacto é digno de nota. “Am I Evil?” não tem como não ser um dos grandes momentos — e com razão: o riff inicial já arrepia, e quando a música explode, é impossível não se render.
Live and Electric é uma celebração da estrada, da persistência e da paixão pelo heavy metal que tanto amamos, além de ser um testemunho de que, mesmo após ser eternizado por bandas como o Metallica (viu como vocês já ouviram aquelas músicas? (risos), o Diamond Head ainda tem muito a dizer por conta própria. Para quem cresceu ouvindo a NWOBHM ou para quem chegou agora e quer entender de onde veio tanto do que se faz hoje, este álbum é uma aula — viva, elétrica e barulhenta. Do jeito que tem que ser. Sensacional!





