
Diokane – “This is Hell We Shall Believe” (EP) (2018)
Independente
#PunkRock, #Hardcore, #Grindcore
Para fãs de: Napalm Death, Ratos de Porão, Motörhead
Nota: 8,5
Poucas vezes um EP tão curto causou uma destruição sonora tão avassaladora quanto “This is the Hell We Shall Believe”, trabalho de estréia do quarteto gaúcho Diokane. São 06 faixas (contando com uma introdução) onde o grupo despeja toda sua fúria e criatividade de forma rápida, bruta e direta. Numa perfeita mistura entre o punk, o hardcore, o metal, o grindcore e, porque não dizer, o black metal, a banda passa seu recado de forma consistente em pouco mais de 10 minutos.
“Intro (EvilSounds to Make You Shake” nos prepara para a pedrada “The Light That Makes Us Blind”, onde as guitarras de Diego Menger Cezar (guitarrista que já deixou a banda dando lugar a Rafael Giovanoli, também guitarrista da In Torment), trazem uma linha death/grind/hardcore muito bem construída. Destaque também para a cozinha composta por Eduardo Rutkowski e Gabriel “Caverna” Motta, baixo e bateria, respectivamente, que ao vivo soam ainda mais pesados em insanos.
“Descreditado”, única faixa cantada em português, mostra que o vocalista Homero Pivotto Jr. consegue passar a mesma raiva e energia também dessa forma. Aliás, já assisti uma apresentação do grupo ao vivo, abrindo para Max e Iggor Cavalera, e posso afirmar que se no EP tudo soa insano e agressivo, no palco isso é elevado à décima potência. “Under the Influence”, como próprio nome sugere, traz em sua letra, nomes de álbuns clássicos do metal/punk hardcore e traz uma pegada mais próxima do Hardcore mais brutal. “Born with Curse” é outra paulada na orelha, da mesma forma que a “longa” (aspas com sarcasmo total) “Days of Summer”, que fecha o EP com seus 02min40s, onde sem dúvida é a melhor faixa do EP e as influências punk/hardcore do grupo se mostram mais latentes.
Com todas as dificuldades que o underground apresenta, a Diokane apostou suas fichas num trabalho profissional e competente. Ainda merece destaque a arte de capa, criada pelo guitarrista Rafael. Cabe ao público prestigiar a banda, seja comprando o material, indo aos shows ou até mesmo divulgando esse trabalho, que nada deixa a desejar a muita banda gringa que vive só do nome hoje em dia. Já disse na resenha do show e volto a repetir: “Diokane: guarde esse nome!”
Sergiomar Menezes





