Discos que destacam o baixo, capítulo 1
Dentre os instrumentos de corda presentes no Rock/Metal, a relevância do baixo sempre foi menor que a da guitarra. Ainda assim, são muitos os apaixonados por esse som que é o elemento que serve de ligação entre o ritmo e a harmonia musical. Essa paixão é plenamente justificável, já que há alguns discos históricos nos quais o baixo ganhou pleno destaque.
Seja por causa da criatividade e capacidade técnica do baixista ou seja pela genialidade do produtor musical, há álbuns que produziram sons de baixo que estão além do limite da perfeição. Ou seja, seus timbres beiram o inalcançável.
Em cada um dos cinco capítulos dessa matéria, haverá a menção de quatro full lenghts que atingiram o contrabaixo perfeito. Assim sendo, ao total, vinte títulos serão destacos. Vamos ao primeiro quarteto?
Black Sabbath – “Master Of Reality” (1971)

Em 21/06/1971,o Black Sabbath lançava ser terceiro álbum completo, “Master Of Reality”. Embora não conseguira superar o sucesso do seu antecessor, “Paranoid”, “Master Of Reality” foi um dos discos que mais emplacou hits clássicos na carreira do quarteto de Birmingham. A produção é um dos pontos fortes desse trabalho, pois Tony Iommi registrou a sua guitarra em afinação mais baixa (C#), DÓ sustenido. Como resultado, as músicas se tornaram bem mais pesadas.
Geezer Butler, por sua vez, gravou o seu baixo da mesma maneira, em C#, o que tornou a sonoridade ainda mais fascinante. O som do baixo valvulado ficou encorpado, intenso, assim como, nítido, pesado e vibrante, tornando-se, dessa forma, uma referência para uma geração de instrumentistas que veio depois dele. Ouça e confira. Destaque imenso para “Lord Of This World” e “Solitude”.
Grand Funk Railroad – “E Pluribus Funk” (1971)

“E Pluribus Funk” é o quinto full lenght da banda americana de Classic/Hard Rock, Grand Funk Railroad, sendo o último a contar com a produção do empresário Terry Knight.
Nesse período, certamente, Mark Farner (vocal e guitarra), Don Brewer (vocal e bateria) e Mel Schacher (baixo) estavam no auge de sua capacidade técnica. No entanto, nenhum deles superava o baixista Mel Schacher que, claramente, estava um degrau acima. Todas as sete composições de “E Pluribus Funk” podem confirmar tal afirmação, mas especialmente “People, Let’s Stop the War”, “I Come Tumblin'” e “Loneliness”.
Slade – “Slayed?” (1971)

“Slayed?” é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de Hard Glam, Slade, o qual marcou o início do seu período de sucesso na Europa. Dois hits nasceram desse lançamento, “Gudbuy T’Jane” e “Mama Weer All Crazee Now”, contudo não há nele um única música que não seja vibrante aos ouvintes.
Enquanto Noddy Holder exibia ao mundo o poder de seu vocal drive, o baixista/tecladista/violinista Jim Lea mostrava o porquê era o música mais competente do quarteto de Wolverhampton. O baixo de Lea é destaque em todas as faixas, porém no cover da Janis Joplin, “Move Over”, é que sua maestria torna-se explícita.
Alice Cooper – “Killer” (1971)

Em novembro de 1971, Alice Cooper, a banda, lançou o seu quarto álbum completo, “Killer”. Eis uma obra que mistura, ao mesmo tempo, Classic, Hard, Shock e Prog Rock. Entre as oito faixas, acima do bem e do mal, do registro nascem as clássicas “Under My Wheels” e “Dead Babies”.
O baixo de Dennis Dunaway se destaca em absolutamente todos os momentos da audição, entretanto, em “Halo of Flies”, uma composição que mescla Hard e Prog, ele simplesmente reina absoluto. Além disso, não há um único ponto negativo na produção desse gênio conhecido como Bob Ezrin. Simplesmente, ouça e tire qualquer dúvida.





