Distillator – “Summoning The Malicious” (2017)

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Distillator – “Summoning The Malicious” (2017)
Empire Records

Nota: 9,0

O fato de terem se formado na “escola do Thrash oitentista” ficou claro em “Revolutionary Cells”, álbum de estreia do Distillator lançado em 2015. Em seu segundo registro, “Summoning The Malicious”, que será lançado pela Empire Records, o trio holandês segue os padrões old school do Thrash mantendo as linhas tradicionais combinando a destreza envolta do Speed Metal com licks ultra velozes de H. Laurens (Guitarra e vocais) ritmadas com as rápidas batidas “kick-snare” de Marco P. (Bateria). Ou seja, a banda manteve sua pegada embora tenha trabalhado melhor em questões de mixagem e masterização, que ficou a cargo de Dennis Köhne que já trabalhou com Sodom, Melechesh e Exumer, deixando a sonoridade mais limpa.

O que pude notar foi como o grupo evoluiu em 2 anos, onde as várias apresentações pela Europa junto a gigantes como Anthrax, Gojira, GorgorothTestament entre outros, parece ter contribuído e muito para o desenvolvimento musical deles, trazendo uma certa melhoria em partes técnicas que as vezes faltava em seu debut. O tracklist demonstra partes bem elaboradas e progressivamente mais trabalhadas nos andamentos, que deixou o Thrash/Speed do trio levemente aprimorado. Um detalhe que ao meu ver ficou meia boca e que poderia ter sido mais detalhado foram os solos de guitarra, com dedilhados repetitivos e passagens muito rápidas deixando espaços vagos entre as quebradas das músicas.

Entre altos e baixos o que vale destacar é a produção precisa e composições de peso que empolgam o ouvinte pelo som áspero e agressivo muito bem entonados pelos vocais agudos de Laurens, delimitando a personalidade da banda.

Entre as melhores estão “Blinded By Chauvinism” (com um Q de Exodus), “Mechanized Existence” com seus altos níveis de velocidade e riffs ferozes e “Estates Of The Realm” tecnicamente mais progressiva com ótimas partes de bateria destacadas pelos pedais duplos.

“Summoning The Malicious” apresenta simples e diretamente o que o Thrash raiz representa no cenário mundial, com um tracklist de boa qualidade mostrando se uma banda concisa e cheia de atitude, visto também pela energia apresentada em seus shows. Um álbum que merece respeito e atenção pela sonoridade retrô embora esta nunca soe ultrapassada.

Vale dar uma conferida!

Will Bernardes

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