Distorted Reflection – “Doom Zone” (2026)

Doom Zone
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Distorted Reflection – “Doom Zone” (2026)

Iron Shield Records

#EpicDoomMetal #HeavyDoomMetal

Para fãs de: Candlemass, Trouble, Black Sabbath

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 9,0

Distorted Reflection, banda grega de Doom Metal da capital Atenas, apresenta o seu segundo álbum completo, Doom Zone, em 27/02/2026, pelo selo Iron Shield Records. O sucessor do debut Doom Rules Eternally chega, portanto, pouco mais de dois anos após seu lançamento. Da mesma forma que ocorrera no disco de estreia, o atual registro apresenta aquele Epic Doom com agradável sabor old school, o qual jamais deixaria de agradar um apreciador desse subgênero como eu.

Atualmente, Distorted Reflection conta com o seguinte line-up: Vangelis no baixo, sintetizadores e vocal, Kostas Salomidis no vocal e guitarra, além do estreante, Thomas Zen, na bateria.

“3000 A.D.”, a qual foi a segundo single de Doom Zone, que saiu apenas alguns dias antes de seu lançamento, traz à alma as reminiscências de meados da década de 80. Ou seja, é impossível embarcar nessa audição e não pensar nos primeiros lançamentos de Candlemass e Trouble. Em seguida, “My Second Father” segue a mesma vibe de sua antecessora, com uma leve pegada mais Heavy/Doom. Contudo, ela é tão ótima quanto a primeira. “Gates Of Paranoia”, aperitivo inicial da obra, por sua vez, possui uma atmosfera muito mais sombria. Tal vibração sinto na voz, a qual intercala alguns guturais, assim como em toda a parte instrumental. Um riff a la Iommi ornamenta a faixa “Love On Earth”, que, aliás, tem lindos solos de guitarra, os quais parecem influenciados no estilo do mestre supracitado.

Embora as composições do Distorted Reflection tragam a personalidade da velha escola, o power trio busca sair dessa limitações. Como por exemplo, cito os riffs de “Asphyxiating” que soam diferentes dos demais. Cito, da mesma maneira, o trabalho vocal da canção “Certain Death”, o qual eleva a audição a um patamar ainda mais elevado. Já as faixas “Diminished” e “Tower of Dreams” revelam novamente referência em 80’s, pois são Epic Doom com total pureza. Antes que eu me esqueça de mencionar, destaque absoluto mais uma vez para os fantásticos solos de Salomidis.

A pequena faixa instrumental “Forecourt to Death” serve de ponte para a música que vem logo depois, “The Final Attempt”. A penúltima faixa de “Doom Zone” sublinha a incrível linha de baixo de Vangelis, a qual é, ao mesmo tempo, pesada e recheada de melodia. Mais uma vez vocais guturais são utilizados na hora devida.

Fica com “Morbid Reality” a responsabilidade de colocar acordes finais em Doom Zone e, como resultado, isso acontece com o mesmo alto nível inicial. Dizem que uma banda se consolida definitivamente após três ótimos lançamentos, assim sendo, espero desde já, ansiosamente, pelo terceiro álbum completo do Distorted Reflection.

Προς το παρόν, Distorted Reflection, συγχαρητήρια για ένα ακόμη εξαιρετικό άλμπουμ.

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