
Dr. Living Dead – “Cosmic Conqueror” (2017)
Century Media Records
#Crossover, #ThrashMetal, #Hardcore
Para fãs de: D.R.I, S.O.D, Suicidal Tendencies, Iron Reagan, Municipal Waste
Nota: 10
Uma das melhores sensações vividas por um ser humano (pelo menos por alguém fã de música pesada) é a de ser surpreendido por uma de suas bandas prediletas a cada álbum lançado, mesmo que os referidos discos não tragam nada de muito inovador ou vanguardista.
O Dr. Living Dead importou as melhores referências do outro lado do atlântico, aos moldes de D.R.I e Suicidal Tendencies, incorporou seu próprio estilo, e criou uma autêntica máquina de fazer Thrash/Crossover. Se em seus dois primeiros álbuns a banda estreava de forma tímida e sem grandes pretensões, em “Cosmic Conqueror” o quarteto sueco quebra o skate na cara do ouvinte sem nenhum resquício de clemência.
E se o início arrebatador com “Coffin Crusher” não fizer você mergulhar no “stage diving” em plena fila do banco em horário de pico, é porque você já está em outro plano e nem percebeu a betoneira que o atropelou. Tá pra ser concebido um álbum mais energético e empolgante do que este.
Um disco totalmente conduzido por riffs insanos e uma pegada selvagemente urbana, daqueles de fazer tirar da gaveta sua melhor bandana e sair golpeando o vento por aí. “The Summoning” e “Terror Vision” corroboram com este fato, embora esta última seja a mais a mais cadenciada do material, mas não menos brutal.
A adrenalina pulsa, jorra, a cada acorde, a cada solo, a cada arranjo bem construído. E antes que eu seja obrigado a pormenorizar, merecidamente, diga-se, cada detalhe em “Cosmic Conqueror”, só tenho a dizer que o impacto sentido aqui chega as raias de um “Thrash Zone” ou um “Join the Army”, sem correr o risco de soar hiperbólico. Nasce mais um clássico do Crossover mundial, tornando a famigerada listinha de final de ano bastante concorrida.
Ricardo L. Costa





