Edenbridge – “Set the Dark on Fire” (2026)
Steamhammer
#SymphonicPowerMetal
Para fãs de: Nightwish, Epica, Within Temptation
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 7,5
Vinda da Áustria e com mais de 25 anos de estrada, a Edenbridge chega ao seu décimo segundo álbum completo de estúdio em uma posição consolidada entre as principais bandas de Metal Sinfônico da Europa.
A banda possui, inegavelmente, uma carreira produtiva e alguns ótimos discos em sua discografia. No entanto, “Set the Dark on Fire”, a meu ver, não deve figurar entre os pontos mais altos da produção musical do Edenbridge. A principal razão é uma certa falta de criatividade na construção das melodias, especialmente nas linhas vocais, o que torna o álbum pouco cativante e, por vezes, arrastado.
Mesmo em faixas com mais punch, como “The Ghostship Diaries”, que abre o álbum, a banda parece sentir a necessidade de inserir passagens mais introspectivas, o que acaba quebrando o ritmo. O mesmo ocorre em “Spark of the Everflame – The Winding Road to Evermore”, na qual o riff forte apresentado no início termina sufocado por corais pouco inspirados.
Ainda assim, o disco apresenta momentos positivos, justamente quando a melodia vocal contribui para tornar a experiência auditiva mais empolgante. É o caso de “Cosmic Embrace”, “Where the Wild Things Are” — aqui, sim, com corais bem explorados — e “Lighthouse”, faixa que incorpora elementos de música oriental.
Enfim, trata-se de um lançamento que não chega a empolgar, mas que dificilmente desagradará por completo os fãs mais fiéis da banda.





