Lynch Mob – “Dancing with the Devil” (2025)

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Lynch Mob – “Dancing with the Devil” (2025)

Rat Pack Records | Hellion Records Brazil
#HardRock #HardNHeavy

Para fãs de: Dokken, Mötley Crüe

Texto por Mauro Antunes

Nota: 8,0

George Lynch realmente é incansável! Mesmo aos 71 anos de idade, o cara segue como um garoto recém-saído da puberdade, destilando seu hard rock vigoroso, pesado e cheio de feeling.

Em sua carreira solo, seja no Lynch Mob, Dirty Shirley ou até mesmo no Sweet & Lynch, George mostrou todas as suas facetas ao longo de mais de 30 anos de estrada, em uma verdadeira viagem sonora por diversas vertentes do rock — do glam ao blues, do hard rock ao heavy metal — tudo com uma naturalidade que só os gigantes conseguem. É verdade que, nos tempos de Dokken, George era mais adepto ao metal, tendo gravado ali, especialmente nos anos 80, algumas pérolas inesquecíveis como “Tooth and Nail” (1984) e “Under Lock and Key” (1985).

Durante o ano de 2025, George anunciou que lançaria o derradeiro trabalho de sua banda naquele mesmo ano, fato amplamente divulgado pela mídia especializada. Há quem diga que ele já voltou atrás e seguirá em frente. Felizmente, o referido trabalho de inéditas saiu no final do ano passado e, cá pra nós, valeu a espera.

“Dancing with the Devil” soa exatamente como tudo o que descrevemos acima: George Lynch sendo George Lynch! O que podemos ouvir nas 11 faixas da prensagem nacional é um álbum vigoroso, recheado de riffs e solos inspirados, com uma produção que realmente “enche” os ouvidos, tamanha a perfeição e a sensibilidade de quase tudo o que é apresentado aqui.

Ouça, por exemplo, a ótima faixa-título que abre o disco, com uma levada rasgada que poderia facilmente estar nos discos mais recentes de bandas como o Mötley Crüe. “Saints and Sinners” é muito boa, mas poderia soar ainda melhor se a voz de Gabriel Colón não estivesse tão carregada de efeitos. A melhor de todas atende por “Lift Up Your Soul”, com uma levada blues rock de arrepiar. Aí sim, a mixagem ficou excelente, e tudo soa exatamente como deve ser. Soberba!

“Machine Bone” parece ter sido feita sob medida para pegar a estrada em volume ensurdecedor, sendo mais um ponto alto do trabalho. A instrumental “Golden Mirror” e “Sea of Stones” destoam um pouco do conjunto, mas as ótimas “The Stranger” e a fantástica faixa bônus “Broken Lines” fecham o disco com aquela sensação de que, realmente, o fim ainda não chegou.

Há ainda, na versão europeia, a faixa bônus “Somewhere”, que vale a pena ser descoberta: um hard rock cool que merecia estar disponível para todos os fãs, mas infelizmente não está.

A obra de George Lynch é imensa, com muito mais altos do que baixos, e eu, como fã de longa data, não fiquei — e não ficarei — indiferente a este trabalho digno de um mestre com quase 50 anos de carreira. Que venham mais coisas do Lynch Mob, Sweet & Lynch, KXM e The End Machine, porque serão muitíssimo bem-vindas. Não pare, George, por favor…

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