
ENTREVISTA COM CARL CANEDY (THE RODS, CANEDY)
“É Marcelo ou Marchelo?”, perguntou Carl Canedy assim que começamos a conversa via Skype que deu origem à entrevista que você está prestes a ler. “E qual é a pronúncia correta do seu Canedy?”, respondi. Rimos muito e após uma breve explicação da origem de seu sobrenome – “não confunda com Kennedy” –, o lendário baterista do The Rods e eu engrenamos num bate-papo superdivertido no qual ele conta a história de sua nova banda, Canedy, e do recém-lançado – ao menos em formatos digitais – “Warrior” (leia a resenha aqui – a primeira publicada em todo o mundo segundo o próprio Carl), além de, é claro, falar um pouco sobre o The Rods, o relacionamento com os fãs, sua meio que recente passagem pelo Brasil e, é claro, como a pandemia vem afetando o seu dia a dia. Boa leitura!
Por Marcelo Vieira
Transcrição por Gustavo Maiato
Fotos: Divulgação

Metal Na Lata: Vamos começar falando sobre o Canedy. Confesso que eu e muitos outros não estávamos sabendo desse novo projeto até bem recentemente! Como ele tomou forma?
Carl Canedy: Há vinte e dois anos eu toco bateria numa banda de baile local que faz eventos fechados em boates, empresas etc. Nós basicamente tocamos covers. Seis anos atrás, o baixista Tony Garuba se juntou a nós e virou uma piada interna: “Para o próximo ensaio, vamos tirar uma música de uma banda que você provavelmente nunca ouviu falar chamada Beatles.” Entenda: Tony pertencia a um universo paralelo. Desde pequeno, ele só ouvia Black Sabbath e nunca saiu desse lance mais doom e metal. Somente após se juntar à banda é que ele conheceu músicas que todo mundo conhece. Tony, por sua vez, tinha uma banda chamada Totally Lost Cause (TLC), que estava com uma apresentação agendada para um programa de TV. Ele me convidou para tocar na ocasião e, como tudo saiu perfeitamente bem, resolvemos dar continuidade à parceria. Começamos a ensaiar uma vez por semana e assim nasceu o disco “Warrior”.
Metal Na Lata: Tendo em vista que a banda leva o seu nome, eu pensei que ela havia sido formada como uma oportunidade para você colaborar com outros músicos enquanto toma todas as decisões tanto musicais quanto de negócios. Estou certo?
Carl Canedy: De certa forma, sim, mas só porque eu tenho mais experiência com a imprensa, com as gravadoras. Depois de meu último álbum solo, “Headbanger” (2014), resolvi que queria fazer diferente. Nele, todas as letras e todas as músicas são cem por cento minhas; toco guitarra, baixo e canto nas demos. Quando chegou a hora de fazer o “Warrior”, não quis que fosse assim. [O guitarrista] Charlie [Russello] escreveu parte das músicas. Ele é formado no Guitar Institute of Technology (GIT), foi aluno de Paul Gilbert (Mr. Big), e é um ótimo arranjador – repare nas partes orquestradas do disco. Tony também é um ótimo compositor; muitas músicas partiram dele. Mike [Santarsiero] é um cantor fenomenal; manda bem ao vivo noite após noite, e traz muito para as letras, também.
Metal Na Lata: Já que você citou as letras, é difícil não as comparar com as do The Rods, que basicamente falam sobre mulheres, festas e a vida pessoal dos integrantes. O que você tem a dizer sobre isso?
Carl Canedy: Acho que cada música trata de um tema diferente, mas todas são muita profundas em si. Mike é um cara muito inteligente e traz essa bagagem para as letras. Se você conversar com ele, verá que ele é quase um filósofo, um pensador, e isso reflete na qualidade de suas letras.
Metal Na Lata: Alguma dessas letras teve origem em algum acontecimento específico?
Carl Canedy: Algumas letras de Mike falam sobre sua paixão pela música, como “Do It Now”, “Not Even Love” e até mesmo a faixa título; elas mostram que ele nunca quis ser um cantor de banda cover.
Metal Na Lata: A música em si não é muito diferente do que os fãs estão acostumados a ouvir de você. Quer dizer, ainda é heavy metal, só que um pouco mais pesado e moderno. Pode-se atribuir isso ao trabalho do Chris Collier na mixagem do álbum?
Carl Canedy: Também acho isso. Charlie e eu gravamos o álbum; ele gravou muita coisa em casa e mandou bem. O som da guitarra é bem moderno. Mas não posso tirar o mérito do Chris. Quando chegou a hora de escolher quem faria a mixagem de “Brotherhood of Metal” (2019), último álbum do The Rods, eu quis alguém que fosse, sobretudo, um bom engenheiro de som. E quis também que o envolvimento da banda nessa etapa fosse zero. Procurei, listei vários nomes e, um dia, ouvindo o disco “Heavy Crown” (2016), do Last in Line, achei o som fantástico. Veronica Freeman me pôs em contato com Jeff Pilson, baixista da banda, e ele me deu o telefone do Chris. Liguei para ele e o resultado não poderia ter sido melhor para o disco do The Rods, então… Só que ao contrário do The Rods, no Canedy todos deram pitacos aqui e ali na mixagem. Isso pode ter sido um pouco frustrante para o Chris no começo, mas ele e Charlie acabaram trabalhando bem juntos e, como resultado disso, a mixagem ficou poderosa. Acho que foi um dos melhores sons de bateria que já tive!
Metal Na Lata: Com essa abordagem mais moderna, tanto no Canedy quanto no The Rods, você almeja conquistar novos fãs ou tentar, de alguma maneira, fazer com que os fãs antigos abram suas mentes para sons mais atuais?
Carl Canedy: Essa é uma ótima pergunta. Se você se afasta um pouco do som que passou a vida inteira fazendo, o público sai em busca de novos artistas. A esperança reside naqueles fãs mais incondicionais, que vão sempre te seguir; a menos que você venha a fazer algo completamente diferente. Mas eu espero conquistar novos fãs, mais jovens, pois isso também é necessário. Resumidamente, tentei fazer algo para ambos os perfis de fãs e a resposta geral tem sido ótima, pois muita gente pareceu gostar do disco. Espero que consigamos “converter” alguns fãs antigos para esse tipo de som e espero que possamos sair em turnê em breve, pois ao vivo a banda entrega tudo aquilo que você ouve no disco, e isso é ótimo.

Metal Na Lata: No Brasil, o ouvinte padrão de heavy metal parece estar ainda muito preso ao passado. O pensamento é meio parecido com o de Steve “Lips” Kudlow (Anvil): “Foi ótimo finalmente ouvir algo que não me desse vontade de desligar o som nos primeiros dez segundos.” Considerando a música de hoje em dia, até que ponto você concorda com ele?
Carl Canedy: Amo muita coisa feita hoje em dia, mas também ouço muito rádio. Os músicos dessa nova geração são fantásticos; cresceram ouvindo muita coisa boa e tiveram o benefício do YouTube e da Internet. Desde cedo já aprendem técnicas e descobrem atalhos para fazer a coisa acontecer. Acho que os fãs mais antigos sentem falta daquela paixão que as bandas de antigamente tinham. Por exemplo, o último disco do Iron Maiden foi gravado ao vivo em estúdio. Ninguém mais faz isso! Tudo agora é online, patches, simulações. Tudo é muito perfeito. Imagina se John Bonham (Led Zeppelin) se rendesse a essas tecnologias? Ninguém iria gostar dele! O feeling é prejudicado. Os fãs mais antigos estão acostumados a isso, enquanto os mais novos estão acostumados a coisas mais mecânicas. Essa é a diferença, pela minha perspectiva. Nada substitui músicos realmente bons num estúdio tocando com paixão. Há uma sinergia que emana disso que não importa a qualidade da gravação, mas sim se o que você ouve tem emoção. Do ponto de vista técnico, as gravações de antigamente podem não estar no padrão que temos hoje, mas no que diz respeito à paixão, a coisa muda. Hoje em dia é difícil ouvir uma banda e saber se é realmente um baterista tocando ou uma máquina.
Metal Na Lata: Então não te incomoda o fato de os headbangers atuais serem tão engessados no passado?
Carl Canedy: Não porque quando trabalho com bandas novas vejo o quanto elas amam o rock clássico, o metal tradicional e as bandas da NWOBHM. Elas entendem o antigo, mas também abraçam o novo. Músicos e fãs mais velhos talvez não estejam tão a fim de abraçar esse novo. Tenho amigos que dizem que nada surgido após o final dos anos 80 presta! Eu respondo: “Tá, mas você ouviu algo que tenha sido lançado depois disso?” Tem muita música boa por aí!
Metal Na Lata: Enquanto músicos mais velhos, como você, buscam se adaptar às novas técnicas de gravação e mixagem, muitas dessas bandas novas, rapaziada de vinte e poucos anos, querem mesmo é tentar recriar a sonoridade do passado. O que você acha desse movimento que a imprensa batizou de New Wave of Traditional Heavy Metal (NWOTHM) liderado por bandas como Air Raid, Ambush e Enforcer?
Carl Canedy: Acho ótimo. Durante uma gravação recente que fiz em Miami, notei um equipamento lo-fi, de baixa definição, no estúdio. Perguntei ao técnico de som se alguém ainda usava aquilo e ele disse que sim, que bandas mais novas pediam para usá-lo para que soassem como se tivessem sido gravadas em analógico. Elas querem soar vintage. Sobre essas bandas, tocamos com o Enforcer na Alemanha e foi um tremendo sucesso!
Metal Na Lata: Agora que você está cem por cento focado no Canedy, o The Rods encontra-se em stand-by?
Carl Canedy: Nada disso! David [“Rock” Feinstein] e eu estamos trabalhando em músicas novas. Estamos com dois novos integrantes, Freddy Villano (Quiet Riot, Widowmaker) e Mike, o vocalista do Canedy, que agora também canta no The Rods. Estou tentando agendar shows para ambas as bandas, quem sabe uma turnê pela Escandinávia no ano que vem. O tempo não para. O The Rods segue firme, o Canedy também. Minha esperança é que as duas bandas possam tocar juntas, desde que haja algumas horas de intervalo entre os shows. O The Rods já tem um nome estabelecido, David e eu estamos nessa há quarenta anos. Mas o Canedy tem um nome a construir ainda, além de possuir uma abordagem diferente da do The Rods. Precisamos de pessoas como você, que nos apoiem, e trabalharemos duro para nos destacar. A ideia é o The Rods focar em festivais, e o Canedy focar em qualquer coisa que vá ser benéfica para a banda.

Metal Na Lata: Vamos falar agora de “Brotherhood of Metal”, último álbum do The Rods. A capa traz logo à mente a arte do clássico “Wild Dogs”. Foi essa a intenção de vocês?
Carl Canedy: Obviamente. Olly Hahn, da SPV/Steamhammer, é um grande fã do The Rods e quando chegou a hora de conversarmos sobre a capa do disco, ele teve essa ideia. Concordei, pois seria realmente legal ver o cachorro de três cabeças com outra abordagem, sobre uma cidade arrasada, algo meio Godzilla, só que robótico. Aí Eric Philippe veio com essa ideia matadora e eu amei! Ele também fez a arte de capa do disco do Canedy.
Metal Na Lata: Onde você posicionaria o disco na discografia do The Rods? Quer dizer, como ele foi lançado no Brasil, você o considera uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o trabalho da banda?
Carl Canedy: Acho que esse é um dos nossos melhores discos. Tem um pouco do nosso primeiro disco, que se você ouvir hoje, não parece que foi gravado quarenta anos atrás. Ouvindo esse último você definitivamente estabelecerá a conexão. Claro, estamos mais velhos, mais maduros, mas a raiz permanece a mesma. Isso é digno de orgulho; nos mantivemos fieis ao que somos. David e eu sabemos o que é o The Rods. Já compusemos músicas diferentes para a banda, mas tivemos o bom-senso de não as lançar. Também evitamos músicas muito complicadas, pois somos um trio – agora, um quarteto – e tudo que queremos é sair por aí e arrasar. Nada de interlúdios bonitinhos ou coisas do tipo.
Metal Na Lata: O The Rods veio ao Brasil em 2013 para shows em São Paulo e Brasília. Que lembranças você guarda dessa turnê?
Carl Canedy: Nossa experiência não poderia ter sido melhor. Os organizadores foram ótimos conosco, nos acompanharam a todo momento, providenciaram-nos assistentes para que nós não precisássemos sair por aí e correr o risco de sermos assaltados etc. Inclusive, quando eu peguei meu iPhone enquanto andava pelas ruas de São Paulo, um deles me disse para tomar cuidado e não me expor assim. Respondi: “Ok! Pelo visto aqui é igualzinho a Nova York!” [risos]
Metal Na Lata: Garanto que foi um conselho dos mais sábios! [risos]
Carl Canedy: Sim! [risos] Agora, sem querer fazer pouco caso dos fãs de outros países, mas os brasileiros se mostraram tão apaixonados e dedicados que depois do show de São Paulo nós ficamos uma hora e meia dando autógrafos. Não houve empurra-empurra nem gente furando a fila; todos foram super respeitosos e educados. Fãs de verdade! Como não os amar?

Metal Na Lata: Os fãs esperaram por décadas par ver vocês, né?
Carl Canedy: Sim, e isso é outro aspecto positivo em termos atualizado a capa do “Wild Dogs”. Pelo que sei, essa capa é muito icônica no Brasil.
Metal Na Lata: Agora em relação à pandemia, como esse distanciamento social está afetando a sua vida?
Carl Canedy: Afetou a rotina de ensaios do The Rods. Estávamos trabalhando no material novo e ainda temos uns shows marcados, mas eu não sei até quando. Temos datas em Chicago que foram remarcadas para setembro. Agora que o álbum do Canedy está pronto, a banda ia começar a ensaiar, mas não vai poder mais. Por outro lado, essa coisa toda me permitiu focar totalmente no projeto. Disponibilizei o álbum em todas plataformas digitais, o que levou dias e me tomou um tempo livre que eu normalmente não teria.
Metal Na Lata: Você está esperançoso em relação a descoberta de uma vacina ou de um tratamento?
Carl Canedy: Olha, acho que isso vai afetar o mundo por anos ainda. Espero de verdade que as casas de shows sobrevivam, pois, se precisarem operar com metade da capacidade, quantos realmente terão condições de sobreviver a isso? Espero que a gente encontre uma vacina, que algo bom resulte desses tempos e que logo logo a gente possa voltar à normalidade.
Metal Na Lata: O que você diria para aqueles que estão querendo violar a quarentena proposta pela Organização Mundial de Saúde?
Carl Canedy: O que você faz pode afetar muita gente, inclusive sua própria família. Isso pode ser fatal. Aqui, nós só estamos saindo para comprar comida; ninguém vai a nenhum outro lugar. Acho que basta pensar: como você se sentiria se seus avós morressem porque você foi irresponsável? Você teria que viver com isso para o resto da sua vida. Não estou aqui para pregar nada, mas eu acho que você tem que ter responsabilidade. Tenho dois vizinhos aqui que têm 96 e 99 anos. Eles são saudáveis, dirigem até. Se eu sair eu coloco a saúde deles em risco, e se eles ficarem doentes, a culpa é toda minha. Eles viveram mais de nove décadas e eu seria a causa da morte deles. Como eu poderia viver com isso? Eu jamais seria imprudente assim. Isso seria como cometer um assassinato.
Metal Na Lata: Além de ser um baterista lendário, você também é um produtor lendário. Você produziu bandas como Anthrax, Blue Cheer, Overkill e assina a produção de mais de quarenta álbuns. Não vou pedir para você escolher quais são os seus favoritos musicalmente falando… mas quais você acha que melhor representam o seu trabalho como produtor?
Carl Canedy: Os músicos sempre dizem que suas músicas são como filhos etc. Porra nenhuma! [risos] Olho para a minha parede e vejo muitos discos bacanas. Os mais recentes do The Rods e do Canedy estão entre os melhores. Os dois do Canedy têm uma produção muito boa e um ótimo som de bateria. O “Spreading the Disease” (1985), do Anthrax, é excelente. A banda queria evoluir, fazer diferente. Ver onde eles chegaram contraria tudo o que me diziam na época, que a banda era ruim, que a música era péssima. Eu sempre soube que a banda seria enorme, que ganharia discos de ouro ou até de platina. Mas era um sinal dos tempos: músicos mais velhos custaram a entender que o Thrash Metal seria uma tendência.
Metal Na Lata: “Warrior” será lançado em edições limitadas em CD e LP, certo?
Carl Canedy: Certo, além, é claro, dos lançamentos digitais. O CD e o LP já estão em pré-venda e provavelmente ficarão prontos em junho.
Metal Na Lata: O site da Sleaszy Rider Records diz final de julho.
Carl Canedy: Ah, ok, eles devem ter atualizado então. Mas quem quiser já pode garantir o seu. Sei que essa coisa de pré-venda é meio chata; você quer receber logo o produto. Mas fazer o quê?
Metal Na Lata: O advento do streaming mudou muita coisa na sua maneira de trabalhar a sua música?
Carl Canedy: Não muito em termos de composição ou em qualquer aspecto criativo. A diferença é que o streaming não gera muita receita, mas produz visibilidade. Minha energia está concentrada em garantir que eu receba cada centavo de meus direitos digitais. Além do mais, correr atrás de fazer parte de playlists importantes [nessas plataformas] é algo que eu nunca pensei que iria fazer. Nunca que eu poderia imaginar que essa seria a maneira que as pessoas ouviriam música um dia. Lembro que no início dos anos 90, um amigo meu que tinha um estúdio tentou fazer algo parecido com o streaming, mas não deu certo. Foi preciso que a Apple e outras grandes empresas investissem muito dinheiro para que isso acontecesse.
Metal Na Lata: Ainda assim, é melhor ganhar pouco do que não ganhar nada…
Carl Canedy: Com certeza! Sobretudo as bandas iniciantes; é preciso que elas tenham todas as fontes de renda possíveis, como produtos oficiais etc. Se você quer que os fãs te apoiem, você precisa oferecer algo de qualidade que eles queiram comprar. Enfim, acho que as plataformas de streaming são ótimas e importantes. Você pode ouvir o que quiser nelas, e é assim que as coisas são hoje em dia.
Metal Na Lata: Muito obrigado por esse bate-papo, Carl! Vamos terminar com uma mensagem sua para os seus fãs no Brasil e para os leitores do Metal Na Lata!
Carl Canedy: Sempre digo que é ótimo atender os fãs antes ou depois dos shows. Tenho a sorte de ter muitos fãs ao redor do mundo que se tornaram amigos. Isso deixa as turnês muito mais divertidas. Agradeço ao apoio que recebemos da imprensa desses países, também. Duvido que o The Rods chegue ao ponto de cobrar pelo meet & greet. Não é a nossa. Nós gostamos e queremos encontrar e confraternizar com os nossos fãs. Então, a esses fãs, obrigado pelo apoio que vocês têm nos dado por todos esses anos! Tivemos um produtor que no passado dizia que ninguém dava a mínima para o The Rods. Com o advento da internet, pessoas dos quatro cantos do mundo começaram a entrar em contato conosco. Vimos que há, sim, pessoas que curtem o The Rods. É claro que nós demitimos esse produtor. [risos] Sinto-me feliz e agradecido. E obrigado a você, especialmente, que foi o primeiro jornalista a resenhar o novo disco do Canedy. Espero que mais e mais pessoas ouçam-no!
Mais informações:
www.canedyband.com
www.canedy.hearnow.com
www.sleaszyrider.bandcamp.com/album/canedy-warrior-pre-order





