Metal Church – “This Present Wasteland” (2008) (Relançamento 2026)

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Metal Church – “This Present Wasteland” (2008)
(Relançamento 2026)

Reaper Entertainment | Shinigami Records
#HeavyMetal #PowerMetal #ThrashMetal

Para fãs de: Iron Maiden, Judas Priest, Megadeth, Helloween

Texto por Thiago Silva

Nota: 9,0

A banda Metal Church entra para um seleto grupo de bandas fundadas nos anos oitenta que sempre mantiveram a qualidade em seus álbuns, até mesmo nos dias atuais. Trazendo uma pitada de três gêneros maravilhosos — heavy, power e thrash —, essa combinação foi perfeita para a banda ganhar a notoriedade que merecia. A primeira demo foi lançada em 1981, chamada “Red Skies”, mas, até então, o ápice da banda viria com o álbum homônimo, lançado em 1984, tornando-se um clássico do metal. E, até os dias atuais, a banda mantém a qualidade musical.

Hoje iremos falar sobre o belo álbum lançado em 2008, intitulado “This Present Wasteland”. O álbum conta com o fundador, guitarrista e compositor Kurdt Vanderhoof, o único membro da formação original. Nos vocais, Rony Munroe. Um pequeno fato curioso: o guitarrista Jay Reynolds deixou o grupo antes das gravações e foi substituído por Rick Van Zandt. A cozinha era formada por Jeff Plate na bateria e Steve Unger no baixo. A gravação e produção ficaram por conta do estúdio The English Channel Studio.

Agora, preparem-se para riffs poderosíssimos e um vocal absurdo, com duas referências de lendas do metal. Rony Munroe remete a Dio e Halford, com passagens mais agudas como o lendário vocal do Judas Priest, além de potência, emoção e alcance vocal, características do chamado “tenor dramático”, como Ronnie James Dio. A primeira faixa do álbum, “The Company Of Sorrow”, já demonstra peso nas guitarras, com um riff avassalador de heavy tradicional aliado à velocidade. Na segunda faixa, “Perfect Crime”, podemos dizer que há uma homenagem a Dio, pois Rony faz questão de demonstrar sua potência nos vocais, assim como o mestre, com destaque absoluto nessa música.

Continuando nessa obra, a terceira música, “Deeds Of A Dead Soul”, traz uma mudança de dinâmica: a velocidade dá lugar a uma faixa com mais peso e cadência. A seguir, em “Meet Your Maker”, temos o heavy em sua pura essência. Em “Monster”, Rony dita as regras, seguido pelo estreante Rick na guitarra. Em “Crawling To Extinction”, há uma pequena pitada de hard para mostrar a versatilidade da banda. Na sequência, “War Never Won” começa com um toque de power melódico, com certo destaque instrumental, onde podemos observar guitarras poderosas e um baixo impecável de Steve Unger. Para finalizar o álbum, uma trinca de tirar o fôlego no bate-cabeça: “Mass Hysteria”, “Breathe Again” e “Congregation”, fechando este belo trabalho.

A banda teve muitas mudanças na formação original, e Rony cumpriu bem seu papel ao substituir o frontman David Wayne, mantendo o grupo em alto nível. Vale muito a pena ouvir este excelente trabalho.

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