Entrevista: Sérgio Baloff, vocalista do Headhunter D.C., banda soteropolitana de Death Metal
A banda soteropolitana de Death Metal Headhunter D.C. lançou o sexto full lenght de sua discografia, Rise of the Damned… (leia a resenha do Metal Na Lata), pelo selo Mutilation Productions, em 06/06/2026. Dessa forma, se encerrou um hiato de 14 anos desde o lançamento do álbum …in Unholy Mourning…(2012).
Atualmente, Sérgio Baloff (vocal), Danilo Coimbra (guitarra), Héracles Cardoso (baixo) e Juan Machado (bateria) formam o line-up do Headhunter D.C. Com o intuito de sabermos mais sobre esse lançamento, assim como outras detalhes de sua história, os redatores Cristiano Ruiz e Thiago Serafim bateram um papo com o vocalista Sérgio Ballof, o que você pode acompanhar logo abaixo.

Conversando com Sérgio Baloff, vocalista do Headhunter D.C.
Antes de mais nada, gostaríamos de parabenizar o Headhunter D.C. pelo lançamento do ótimo Rise of the Damned…
Metal Na Lata: catorze anos separam os álbuns …in Unholy Mourning… e Rise of the Damned…, ou seja, um hiato considerável. Quais os fatores responsáveis por esse grande período sem lançamento de novo material?
Sergio Baloff:
“- Um grande salve a todos! A ascensão dos amaldiçoados começou! Foram vários os fatores que nos levaram a mais um grande hiato entre nossos lançamentos, sendo os constantes problemas com o lineup o principal deles. De qualquer forma, apesar de todo esse atraso, sempre nos mantivemos extremamente ativos na cena, seja com shows, turnês, lançamentos inéditos, relançamentos e participações em coletâneas. Apesar de se tratar de situações que fogem totalmente ao nosso controle, não permitiremos mais demoras dessa magnitude em nossos próximos lançamentos, e, desde já, já temos material escrito para um próximo full length o qual começaremos a trabalhar em cima assim que terminarmos de promover “Rise of the Damned… com o máximo de shows possível.”
Trocas no line-up demandam tempo
Metal Na Lata: observamos que a formação do novo disco só traz você como membro remanescente das primeiras formação e, logo após o lançamento, já ocorreu um troca de baterista. Assim sendo, até que ponto as diversas trocas no line-up prejudicam o rendimento de uma banda na estrada?
Sergio Baloff:
“- Prejudica apenas na questão do tempo para adaptação e entrosamento com os novos membros. Essa constante repetição nesse processo de procura, audições e ensaios começando praticamente do zero com novos membros é bastante cansativa, mas infelizmente necessária para uma banda com o Headhunter D.C. que lida muito com trocas de formação, mas estamos sempre recrutando músicos que sejam aptos a encararem nossa jornada com sangue nos olhos e, é claro, talento em suas respectivas funções.”
Divulgação do álbum Rise of the Damned…
Metal Na Lata: como estão os shows de divulgação de Rise of the Damned…? Aliás, houve algum evento especial para celebrar o seu lançamento?
Sergio Baloff:
“- Como ainda estamos no processo de reformulação de nosso lineup, ainda não fizemos nenhum show de lançamento do álbum, até tendo em vista que o disco tem pouco mais de 1 mês de lançado, mas já estamos providenciando isso agora pro segundo semestre conforme vamos desenvolvendo esse processo, e o primeiro show dessa nova era do Headhunter Death Cult será em Jacobina, Bahia, no Jacobina Death Chaos Festival ao lado do Satan’s Sigh do Rio e bandas locais.”
Planos para o futuro do Headhunter D.C.
Metal Na Lata: o sexto full lenght, enfim, está em mãos, quais são os planos do Headhunter D.C. para o futuro?
Sergio Baloff:
“- Com o novo álbum em mãos as coisas fluirão naturalmente, mas primeiro precisamos restabelecer nossa formação para dar início a uma série de shows pelo Brasil para promovê-lo. Também queremos estender os cultos ao vivo para outros países da América do Sul e, se tudo correr como esperamos, Europa, incluindo países onde ainda não tivemos a oportunidade de tocar. Conseguir um bom contrato para lançá-lo oficialmente lá fora também está na pauta. Vamos aguardar e ver o que acontece.”
Sérgio Ballof, compositor oficial do Headhunter D.C.
Metal Na Lata: desde que Headhunter D.C. iniciou sua discografia com Born…Suffer…Die, você é o responsável pela composição das músicas?
Sergio Baloff:
“- Eu assumi essa função em ‘full time’ a partir do ‘God’s Spreading Cancer…’, de 2007. Nele já há músicas compostas por mim, entre parcerias com o Paulo Lisboa e composições individuais. No mesmo ano lançamos o split 10″ com o Sanctifier, cuja música inédita ‘Hymn to Babylon’ também é de minha autoria. A partir daí, tive que me adaptar às circunstâncias enfrentadas pela banda e acabei virando o único compositor de letras e músicas da banda até o momento, o que não significa que não há a possibilidade de termos parcerias ou até músicas inteiramente compostas por outros membros no futuro. Time shall tell…”

Temáticas líricas do novo disco
Metal Na Lata: qual são os assuntos líricos de Rise of the Damned…?
Sergio Baloff:
“- Em ‘Rise of the Damned…’ a veia conceitual dos meus textos mantém-se baseada no ateísmo , anticristianismo e niilismo numa ótica ideológica mesmo, algo como uma continuação da Poesia Necro-Herética de ‘…In Unholy Mourning…’, mas eu diria que com uma abordagem ainda mais profunda e pragmática, mas ainda mais madura e consciente, e esse aspecto lírico também é fundamental na nossa procura pela superação, e não apenas no lado musical. Além disso, e também mantendo uma certa tradição do Headhunter D.C., também abordo nossa paixão e devoção ao Metal da Morte enquanto música e ideologia extremas, como já fizemos em temas anteriores como ‘Long Live the Death Cult’ e ‘Hail the Metal of Death!’, perpetuando a saga do Headhunter Death Cult dentro do universo obscuro do Unholy Death Metal Underground!”
Sobre a cena soteropolitana
Metal Na Lata: anteriormente à entrevista conversamos sobre a força da cena Metal soteropolitana. Em suma, fora as bandas mais conhecidas, há muita gente competente e que respira Metal ai em Salvador? Fora isso, a cena da Bahia como estado é tão prolífica quanto a da capital?
Sergio Baloff:
“- Eu costumo dizer que a cena soteropolitana de Metal conquistou uma luz própria ao longo dos anos, e isso significa a conquista de uma identidade metálico-musical bastante própria também, ou seja, uma bestialidade inerente ao Metal de Salvador. Aqui temos bandas de qualidade inquestionável, algumas alcançando uma certa projeção nacional que em pouco tempo certamente alcançarão vôos maiores e mais distantes. Confiram bandas como Poisonous, Papa Necrose, Morbid Perversion, Devouring, God Funeral, Kastiphas, Ad Baculum, Behavior, Leprovore, além das mais conhecidas, obviamente, e saberão o que estou dizendo. Estendendo-se a outras cidades do estado, também temos excelentes bandas que, apesar das dificuldades, também trabalham sério e entregam música extrema da melhor qualidade, como Scrupulous (Itabuna), Bastard, Dead Orbs (ambas de Sta. Maria da Vitória), Ímpios (Alagoinhas), Suffocation of Soul (Vitória da Conquista), Töhil (Euclides da Cunha) entre outras. “
Mudanças no formato da banda à vista
Metal Na Lata: conta para nós, você decidiu colocar mais um guitarrista na formação? Como chegou a conclusão que isso era necessário?
Sergio Baloff:
“- Na verdade atuamos como quinteto ainda desde os primeiros shows de lançamento do ‘Born…Suffer…Die’ em 91, quando descobrimos a necessidade de se ter uma segunda guitarra fazendo o tipo de som que fazemos, então já naquela época recrutamos o guitarrista Simon Matos que foi o nosso primeiro segundo guitarrista, e que, apesar de não ter gravado o debut, como falei, entrou na banda ainda durante os shows de divulgação do mesmo. Desde então sempre fomos quinteto, e ainda que apareçamos como um trio no novo álbum por motivos de força maior, a essência da banda mantém-se como quinteto ali.”
A influência em Paul Baloff, saudoso vocalista do Exodus, e o Thrash Metal
Metal Na Lata: já que é tão fã do saudoso Paul Ballof, você nunca pensou em levar a sonoridade do Headhunter D.C. para o lado do Thrash Metal?
Sergio Baloff:
“- Não, jamais! Nem mesmo na época da moda do Thrash Metal quando várias bandas de Death Metal seguiram essa tendência e mudaram seu som nós nem sequer cogitamos isso. Headhunter D.C. nasceu Death Metal e assim será até o fudido fim! De qualquer forma, eu tenho um projeto de raging Thrash na linha mais violenta e maldosa do estilo que espero colocar em prática muito em breve, algo para fãs do Dark Angel ‘Darkness Descends’, Kreator ‘Pleasure to Kill’, Slayer até o ‘Reign in Blood’, Sacrifice, Blood Feast, Morbid Saint etc. Aguardem mais informações a respeito!”
Considerações finais
Metal Na Lata: esse espaço é livre para comentar sobre algo que deixamos de perguntar na entrevista, mas que para você é de suma importância.
“- Antes de mais nada, quero agradecer ao Thiago e ao Cristiano do Metal na Lata pelo suporte e pelo espaço cedido para espalharmos a palavra do Culto da Morte aqui. Confiram ‘Rise of the Damned…’ e unam-se a nós na ascensão dos hereges sobre toda a imundície das instituições religiosas hipócritas que nos cerca nesse mundo moribundo. A hora de nossa vingança negra chegou! Para adquirir o álbum e demais itens de merchandise, entrem em contato! Vinil e cassete vindo em breve! Brutal abraço a todos e nos vemos na estrada do Death Metal underground! Raise thy horns!!! In Death Metal We fucking Trust!!!!!! 666…”
“Headhunter Death Cult 2026-66 – Anno ad Ascensional Haereticorum:
*Sérgio “Nekrobaloff666” Borges:
Screams of Unsalvation & Rotten Death Prayers…
*Danilo “D. Morbidus” Coimbra:
Mass Death Lead & Rhythm 666-String Guitar…
*Héracles “Demigod” Cardoso:
Low-End 5-String Guitar for Abysmal Sounds…
*Juan “Death Ax” Machado: Drumonster from Beyond…“
HEADHUNTER DEATH CULT CONTACTS:
facebook.com/headhunterdc
instagram.com/headhunterdc
youtube.com/user/headhunterdc87
[email protected]
Metal Na Lata:
Obrigado, Sérgio Ballof, a entrevista foi muito bacana, já que pudemos mostrar um pouco mais sobre o Headhunter DC para os leitores do site! Sigam firmes na estrada do Metal.





