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Entrevista: Wildhunt, banda de Thrash Metal da Áustria

Wildhunt / Anamariya / Gratzer Photography

Entrevista: Wildhunt, banda de Thrash Metal da Áustria

Logo após o início de 2026, em 2 de janeiro, Wildhunt, banda austríaca de Thrash Metal, lançou seu segundo álbum completo, Aletheia (confira a resenha do Metal na Lata), pelo selo Jawbreaker Records. Portanto, dez anos de espera foram necessários para que ocorresse o lançamento do sucessor do primeiro full lenght, Descending. A história do Wildhunt teve início na cidade de Villach/Carinthia, no ano de 2011, e atualmente o quarteto reside na capital federal, Viena. Seu primeiro registro veio no ao seguinte a sua fundação, o EP Scenting the Prey.

O baterista Lukas Lobnig e o vocalista/guitarrista Wolfgang Elwitschger fazem parte do line-up desde que Wildhunt iniciou suas atividades. Ainda completam a formação, o guitarrista Julian Malkmus, assim como o baixista Robbie Nöbauer. A fim de saber mais sobre o disco que praticamente abriu os nossos trabalhos em 2026, entrevistamos um dos seus fundadores, o frontman Wolfgang Elwitschger, e também o guitarrista Julian Malkmus. Vocês podem conferir como foi essa conversa logo abaixo.

WILDHUNT – divulgação Metal Archives

A recepçãodo novo lançamento

Metal Na Lata: primeiramente, parabéns pelo ótimo disco Aletheia. Dito isso, como está repercutindo seu novo lançamento entre fãs e sites especializados?

Wolfgang:

“Muito obrigado, e também pela ótima resenha que você escreveu sobre ‘Aletheia’.”

“O que podemos dizer até agora é que estamos realmente impressionados com o feedback positivo que recebemos de fãs do mundo todo, o que foi uma grande surpresa para nós, para ser sincero.”

“As resenhas são em sua maioria boas ou muito boas, com algumas medianas, o que não nos incomoda, já que a maioria das críticas se refere a preferências pessoais, como as músicas serem muito longas, por exemplo. Dessa forma, estamos muito satisfeitos e esperamos que isso também nos ajude a conseguir mais shows.”

A sonoridade do quarteto

Metal Na Lata: Embora o Wildhunter esteja listado como uma banda de Thrash Metal no site Metal Archives, notamos muitos elementos de Heavy Metal tradicional, pelo menos em suas músicas atuais. Assim sendo, em sua opinião, a classificação Heavy/Thrash se adequaria melhor ao som da banda?

Wolfgang:

“Achamos difícil nos rotular e chegamos à conclusão de que o Thrash Metal nos define melhor. Embora os elementos de Thrash fossem mais proeminentes no primeiro álbum, acho que sempre tivemos um lado melódico e influenciado pela NWOBHM.”

Com o novo álbum, nos abrimos ainda mais para outras influências e sonoridades, o que torna mais difícil nos encaixar em um gênero específico.

As composições de Aletheia

Metal Na Lata: a faixa “Made Man” havia saído como single em 2017, ou seja, nove anos antes do lançamento do segundo full lenght. Há composições do disco atual que são mais recentes ou são todas canções antigas? Em suma, como foi o processo de criação de Aletheia?

Wolfgang:

“‘Made Man’ é definitivamente a música mais antiga já finalizada do álbum.”

“Quanto às outras músicas, nós realmente mudamos e adicionamos bastante coisa até o final da gravação, que foi no início de 2025, quando terminei os vocais. Então, é difícil dizer exatamente quando cada música foi finalizada. Acho que as últimas músicas a serem finalizadas foram ‘Aletheia’ e ‘Sole Voyage’.”

“Em relação ao processo criativo, eu escrevi principalmente a estrutura das músicas de ‘Aletheia’, com outros membros da banda também contribuindo com suas partes. Logo depois, arranjamos e refinamos as músicas juntos na sala de ensaio, com cada músico adicionando seu toque pessoal e escrevendo partes para seu instrumento e, claro, seus próprios solos.”

“Diferentemente de ‘Descending’, desta vez investimos muito tempo na pré-produção, o que nos ajudou a refinar as músicas e os arranjos até ficarmos 100% satisfeitos. Isso acelerou consideravelmente o trabalho em estúdio, já que tínhamos uma ideia bastante clara de como queríamos que as coisas soassem. Embora ainda tenhamos experimentado e testado muitas coisas durante as gravações.”

A produção em estúdio

Metal Na Lata: quanto à produção no estúdio, quando e onde foi gravado, quem foi o responsável pela mixagem e, enfim, quem fez a masterização de Aletheia?

Julian:

“A princípio, decidimos usar o reamping nas guitarras, pois era a opção mais econômica e prática para nós. Por isso, gravamos o álbum em várias etapas, começando pela bateria. Gravamos a bateria em 2023 no Beardy Mountain Studio, em Pressbaum.”

“Posteriormente, gravamos as guitarras e o baixo em casa. Em seguida, usamos o reamping no estúdio. Os violões também foram gravados lá, enquanto Wolfgang gravou os vocais em uma sala de ensaio.”

“A mixagem do álbum ficou por conta de Thomas Pröschl, que dirige o Beardy Mountain Studio e esteve envolvido desde o início. Como trabalhamos muito bem juntos e ficamos muito satisfeitos com o resultado, decidimos que ele também cuidaria da masterização, em vez de terceirizar o serviço, como geralmente acontece.”

Temática lírica do Wildhunt

Metal Na Lata: falem sobre a temática lírica do Wildhunt, tanto as letras atuais quanto as mais antigas?

Wolfgang:

“Nosso primeiro álbum continha canções que abordavam temas mais típicos, como guerra e sociedade, além de canções inspiradas em contos de fadas e mitologia. Frequentemente, uma narrativa abrangente é contada, deixando espaço para reflexão sobre diversos assuntos, e muitas vezes há ambiguidades.”

“Isso é ainda mais evidente em ‘Aletheia’. A maioria das canções possui um tema central que serve como estrutura, mas há muitas ambiguidades e diferentes temas entrelaçados nelas, o que permite diversas interpretações.”

“Frequentemente, buscamos inspiração em histórias ou narrativas antigas e as transportamos para o mundo moderno, pois muitas vezes elas ainda são relevantes hoje. As novas canções também incorporam muitos elementos pessoais, o que também foi uma nova abordagem para nós.”

O futuro do Wildhunt

Metal Na Lata: quais são os planos da banda para o futuro, assim como para a divulgação de seu atual esforço? Houve ou haverá festá de lançamento do mesmo?

Julian:

“Acabamos de fazer nosso show de lançamento em fevereiro, onde tocamos o álbum na íntegra pela primeira vez.”

“Agora, o plano é fazer muitos shows e apresentar o álbum ao vivo. Atualmente, estamos planejando várias apresentações, e já podemos adiantar que tocaremos no Trueheim Festival pela primeira vez este ano. Ao mesmo tempo, já começamos a reunir ideias e material para o próximo álbum.”

A evolução da sonoridade através dos tempos

Metal Na Lata: como vocês avaliam sua própria evolução musical desde que lançaram o EP Scenting the Prey em 2012 até o momento atual?

Wolfgang:

“Pessoalmente, comecei a tocar guitarra pouco antes da formação da banda, pois originalmente era baixista. Então, as músicas que eu compunha naquela época claramente excediam minhas habilidades, o que foi difícil, mas, em retrospectiva, também um grande desafio para todos nós nos desenvolvermos como músicos.”

“Mesmo assim, desde o início, havia uma visão muito clara em relação à imagem e ao som da banda. Principalmente quando Julian entrou como guitarrista, ele elevou significativamente nosso trabalho com as guitarras, e eu pude aprender muito com ele e me concentrar mais nos vocais.”

“Tanto o nosso baixista Robbie quanto o nosso baterista Lukas também trouxeram muito profissionalismo, habilidade e ideias inovadoras. Acho que tudo isso junto permitiu que a banda evoluísse de uma forma muito natural, sem perder a sua essência.”

Wildhunt – divulgação Facebook

Wildhunt, Thrash Metal austríaco na estrada do underground

Metal Na Lata: vocês já tocaram fora da Austria e Europa? Se sim, onde, quando e como foi?

Julian:

“Sim, já tocamos fora da Áustria várias vezes, principalmente em países vizinhos. Viena é uma ótima base para isso, por estar perto de muitos países diferentes.”

“Até agora, a maioria dos nossos shows foi no Leste Europeu e na região dos Balcãs. Sempre encontramos fãs muito apaixonados por lá, além de um grande interesse geral por música ao vivo e bandas novas. Este ano, também tocaremos na Alemanha e esperamos alcançar novas pessoas que talvez ainda não tenham ouvido falar de nós.”

Metal Na Lata: esse espaço é livre para que vocês falem sobre algo que não perguntamentos na entrevista ou, igualmente, para que falem o que bem desejarem. Resumindo, deixem o seu recado sincero.

Julian:

“Agradecemos a todos pelo apoio e pelo feedback sobre o nosso álbum. Esperamos vê-los ao vivo em 2026!”

Wolfgang:

“Esperamos muito ter a oportunidade de ir ao Brasil um dia! Obrigado por divulgar!”

Metal Na Lata:

Nós do Metal Na Lata é que agradecemos a entrevista e, da mesma forma, esperamos ver vocês atuando no Brasil.

Aletheia ist ein großartiges Heavy/Thrash-Metal-Album, Glückwunsch Wildhunt!

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