Wildhunt: “Aletheia” (2026)
Jawbreaker Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Megadeth, Metallica, Annihilator
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 8,5
Garimpando os lançamentos do início de 2026, ao propósito de encontrar algo bom e diferente para ouvir, eis que nos deparamos com “Aletheia”, segundo disco do Wildhunt, banda austríaca de Thrash Metal.
O quarteto, que atualmente reside em Viena, iniciou suas atividades na cidade de Villach/Carinthia em 2011. Em 2012, lançou o seu primeiro registro, o EP “Scenting the Prey”, enquanto seu debut completo, “Descending”, chegou só quatro anos mais tarde, em 2016. Seu atual registro encerra, portanto, um hiato de uma década sem novos lançamentos.
Assim que o tema instrumental “Touching the Ground” começa a soar, já nos damos conta que estamos a ouvir um estilo ímpar de Thrash Metal. A faixa sem vocal não se parece com Megadeth, Metallica e tampouco Death Angel, mas sim vem como marca registrada Wildhunt, fato que por si só merece elogios. Em seguida temos “The Holy Pale”, que é cantada e mais acelerada em relação a sua antecessora. A voz de Wolfgang Elwitschger, que também é um dos guitarristas, tem afinação, melodia e, assim como a sonoridade de modo geral, estilo próprio. O baterista Lukas Lobnig e o baixista Robbie Nöbauer conduzem uma cozinha precisa, enquanto Julian Malkmus executa solos técnicos, sem abrir mão do feeling em nenhum instante.
Embora até aqui a audição já esteja excelente, “Made Man” é o primeiro espetáculo dentro dos álbum. Com riffs avassaladores, mudanças rítmicas inesperadas e até solos de baixo, é impossível evitar que a nossa mente viaje, mesmo que não queiramos, direito a primeira metade da década de 1980. O pequeno tema instrumental “Kanashibari”, recheado de lindos e melódicos solos de baixo e guitarra, serve somente de ponte para a canção vem logo depois. “In Frozen Dreams” introduz com uma pegada mais Heavy tradicional, vai ganhando elementos de Thrash a partir da metade de seu tempo de duração, tornando-se ainda mais interessante até o seu acorde derradeiro.
“Aletheia”, abrindo 2026 com chave de ouro
Desde quando ouvimos a faixa título pela primeira vez, já sabemos o porquê foi ela que batizou o segundo full lenght do Wildhunt. Trata-se de um tema que exala uma atmosfera épica e poderosa. Independentemente do subgênero de Heavy Metal que estejamos ouvindo, é fácil descobrir quando estamos diante de algo, musicalmente, impecável.
Certamente, o novo trabalho Wildhunt não fará a cabeça daquelas fãs de Thrash mais radicais que preferem o caos sonoro e o mais do mesmo. Mas, nós não fazemos parte desse grupo de fãs, deixando bem claro.
“Sole Voyage”, uma mega faixa de 11m28s de duração, bota um ponto final em “Aletheia”. Sem surpresas, encontramos mais uma vez Thrash Metal técnico, executado por músicos competentes, que unem peso, velocidade, brutalidade e, sobretudo, criatividade. Indubitavelmente, nossa favorita desse registro.
Herzlichen Glückwunsch zu der großartigen Arbeit, Wildhunt! Ich hoffe, wir müssen nicht wieder zehn Jahre auf das nächste Album warten.





