Exumer – “Death Mask Messiah” (2026)

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Exumer – “Death Mask Messiah” (2026)

Metal Blade Records | Shinigami Records
#ThrashMetal

Para fãs de: Sodom, Slayer, Kreator

Texto por: Matheus “Mu” Silva

Nota: 9,5

Sete anos após o lançamento de Hostile Defiance (2019), o Exumer finalmente lançou seu sexto álbum de estúdio, Death Mask Messiah, via Metal Blade Records e no Brasil via Shinigami Records.

Esse é o quarto álbum da clássica banda alemã de Thrash Metal desde seu ressurgimento em 2008, após um hiato que perdurou por 27 anos, e a retomada de sua história vem sendo marcada por excelentes lançamentos, capitaneada pelo seu principal membro, o guitarrista Ray Mensh, além do vocalista original Mem Von Stein, que só não gravou o segundo álbum da banda, Rising From The Sea (1987).

O facão sendo amolado no início da faixa-título que abre o álbum é só a preparação para o Thrash Metal cortante que se segue.

Mesmo com os principais nomes conterrâneos fazendo discos um tanto parecidos em suas fórmulas próprias, o Exumer também encontrou um caminho para o seu som, porém, possuindo uma identidade forte, a ponto de você ouvir e saber que se trata deles, mas com cada disco ainda possuindo uma identidade própria.

Isso é reforçado em “Blinding Skies”, simplesmente implacável, cozinhando todos os elementos que marcam o som da banda. “Sin Bleeder” mantém a pegada absurdamente violenta do álbum, enquanto “Eradication” dá um respiro no bate-estaca intenso. Porém, é uma faixa muito pesada, aquele momento de down picking mostrando a mão pesada de Ray Mensh, uma ótima pedida para abrir um mosh intenso ao vivo, além de ter um solo marcante.

“Ravishing Waste” retoma a velocidade destruidora do disco, dessa vez trazendo um dos refrões mais pegajosos do álbum. Aliás, o vocalista Mem Von Stein tem um timbre muito próprio, carregado de raiva, provando que foi uma das decisões mais acertadas da banda trazê-lo de volta. Ah, o groove de bateria no meio da faixa é simplesmente matador!

Abrindo a segunda metade do disco com “Allocated Savagery”, o título dela faz jus até demais à faixa: totalmente selvagem e com o vocal de Stein beirando o que Mille Petrozza faz no Kreator. Por um segundo, até parece com o seu conterrâneo. Porém, instrumentalmente falando, é bem distante do que o Kreator faz hoje em dia e, acredite, isso é um elogio: aqui é Thrash Metal puro e simples, sem concessões.

“Serpent” é mais um momento de respiro no disco, com aquela pegada mais “feliz” de um Anthrax da vida, com o tempero mais americanizado, porém bem divertida. “Fraticide” e “Scorcher” mais uma vez abusam da intensidade, sendo que a segunda tem riffs na velocidade da luz, ou seja, brutal até os ossos. Mais uma vez, o destaque é o trabalho do baterista Jerome Reil, que entrou ano passado na banda e mostrou aqui que entendeu perfeitamente o que o Exumer representa musicalmente.

Finalizando o disco com “Frozen Ground”, o álbum acaba tão avassalador quanto começou. Arrisco dizer que é a melhor música do álbum: quase cinco minutos de puro massacre sonoro, exalando peso, raiva e intensidade, fechando com chave de ouro.

Aliás, o disco ainda inclui um cover de “Unchained Angel”, clássico absoluto do Nasty Savage, porém agregando a violência alemã no meio da faixa, deixando-a tão divertida quanto a original.

Death Mask Messiah consegue ser ainda melhor que seu antecessor e igualmente divertido a Raging Tides (2016), disco esse que, para mim, é o ápice musical do atual momento do Exumer. É um disco que vale a pena ser ouvido do início ao fim e obrigatório para qualquer fã de Thrash Metal. Com certeza, vai para a lista de melhores do ano!

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