
Fit For An Autopsy – “The Sea of Tragic Beasts” (2019)
Nuclear Blast
#MetalCore, #DeathCore
Para fãs de Carnifex, Heaven Shall Burn, Job for a Cowboy, Lamb of God
Nota: 4,5
A abstrata, e bela, ilustração da capa aliada ao nome pouco convencional desperta um pouco de dúvida acerca do nicho musical a que pertence o Fit For An Autopsy. Poucos minutos após o início da audição, me sobrevém o susto e a incerteza de querer concluir meu ofício, mas como não sou homem de abortar missões indiscriminadamente, seguimos com o cortejo.
“The Sea of Tragic Beasts” desgasta ainda mais uma fórmula já exaurida pelo mercado alternativo americano: o Metalcore/Deathcore. O Fit For An Autopsy até “brinca” de Death Metal, mas no frigir dos ovos é apenas e tão somente mais uma banda que investe no peso, em arranjos quebrados preservados num subtexto melódico subliminar, onde temos ambientações de teclados, com vocais guturais e suaves digladiando-se ao fundo.
O groove se faz presente o tempo todo, com guitarras gordas e densas, que são, de fato, muito bem executadas, mas é só. “The Sea of Tragic Beasts” intercala momentos intensos, brutais, com outros mais amenos, mas na sua ânsia de parecer diversificado e versátil, só se torna mais cansativo a cada momento. A banda até se empenha em criar um clima, uma solução harmônica que dê coerência e legitimidade ao andamento, mas acaba caindo no velho clichê de sempre, tornando-se inócua, vazia e sem personalidade. Tudo que já vimos e ouvimos uma centena de milhares de vezes. Acredite, não precisamos de mais um Lamb of God travestido de Job for a Cowboy.
Não é de meu feitio avacalhar ou esculachar deliberadamente uma banda só por não fazer um estilo que aprecio a fundo mas, definitivamente, o Fit For An Autopsy é só mais um produto genérico nesse mercado ao qual você recorre na ausência do seu produto original favorito. Comum e banal. Apenas mais um dia rotineiro. Ps.: se ainda assim tiver curiosidade, ouça “Your Pain is Mine” e “Warfare”, de onde renasce algum resquício de esperança. No restante, é bom parar por aí mesmo. Triste!
Ricardo L. Costa (Colaborador)





