Flageladör – “Culto aos Decibéis” (2024)
Dies Irae Records
#SpeedMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Slayer, Venom, Running Wild
Texto por Thiago Silva
Nota: 10
Flageladör é uma banda de muito respeito na cena do metal nacional e mundial. Com 26 anos de carreira, a banda de Speed/Thrash lançou no ano passado o torpedo veloz chamado “Culto aos Decibéis”. Formada em Niterói (Rio de Janeiro), a atual formação conta com Alan Magno (baixo), Armando Exkutor, fundador da banda, atuando na guitarra e vocal, e Vinícius Talamonte (bateria), formando um trio veloz e destruidor.
O álbum foi distribuído por quatro selos diferentes. A Dies Irae Records lançou uma edição nacional em CD, contendo pôster, adesivos e slipcase. A Helldprod Records cuidou da versão em vinil e cassete, a Caveira Velha Produções lançou outra versão em CD e a Brado Records também com slipcase. O disco contém nove músicas, totalizando 25 minutos de pura velocidade.
O álbum começa com uma introdução maravilhosa de violão, que faz o ouvinte pensar se realmente será tão veloz e destruidor. As “Velas Negras” são acesas para o caos que virá a seguir. Em “Conjuração”, o trio demonstra toda a técnica para tocar rápido com maestria, com um refrão que gruda na mente como chiclete. Armando mostra ser um excelente guitarrista. Em seguida, ele exalta o heavy metal, a temática base do disco, dizendo que “Somente o Aço nos Salvará”, sensacional para quem ama o metal, com uma sonoridade que dispensa comentários.
“Anjo Exterminador” começa com paletadas rápidas de Armando, velocidade que acompanha o anjo em busca de vingança, cheio de ódio, destruindo a raça humana. Na faixa-título, “Culto aos Decibéis”, mais cadenciada sem perder o peso, a música retrata o que o metal traz a quem o ouve, como uma verdadeira religião, relatando que não mudaria o destino mesmo que pudesse. No meio da faixa, acelera e entra um solo de guitarra absurdo, combinado com a bateria monstruosa de Vinícius.
Como na intro do álbum, “Infortúnios do Estige” antecede a destruição da próxima faixa, com uma sonoridade meio egípcia e novamente o violão em destaque. Em “Estigiofobia”, temos velocidade absurda, característica do speed, e a letra retrata um monstro imaginário criado pelos temores irracionais das pessoas, incluindo críticas à religião. Em “Total Danação”, surge novamente um refrão chiclete e o melhor trabalho de guitarra de Armando no álbum. Para finalizar esta obra veloz e destruidora, “Espírito da Perversidade” relata os portais do inferno abertos, com espíritos perversos tomando conta de todos. O destaque vai para a alternância entre velocidade e cadência.
Este álbum, assim como a banda, é um marco no metal nacional. Armando traduz bem aqui o significado do metal para todos nós, com maestria. Um disco que todo fã de Speed e Thrash não pode deixar de ouvir.





