
Fleesh – “Eclipsed” (2021)
Independente
#ProgRock, #SoftRock, #AOR
Para fãs de: The Gathering, Pink Floyd, Marillion
Nota: 10
Nascido do talentoso casal carioca Gabby Vessoni e Celo Oliveira, o Fleesh é um projeto voltado ao rock progressivo que já tem uma bela e produtiva discografia. São bem conhecidos (inclusive fora do Brasil) por fazerem versões belíssimas de clássicos de gente como Marillion, Renaissance, Steve Hackett e Rush.
Em seu último lançamento, “Eclipsed” a dupla volta a deliciar nossos ouvidos com um disco etéreo, suave e extremamente belo. Cada melodia, cada nota se encaixa perfeitamente formando músicas que te levam a outras dimensões e adormecem seus sentidos. A voz angelical de Gabby te lembra algo de Annie Haslam (Renassaince) até Anneke Van Giersbergen (Ex-The Gathering), e ela desfila timbres e vocalizações agradáveis e suaves, com outras mais consistentes de acordo com os climas de arranjos de Celo, que é responsável por todos os instrumentos.
O disco abre com “Stuck”, um tema progressivo suave e coeso, onde cada nota parece ter sido cuidadosamente pensada devida tamanha beleza das harmonias. Seguindo temos a faixa título, com um certo groove que traz algo de Rush à sua mente, com riffs e harmonias eficientes e consistentes. Destaque para os teclados viajantes.
“Pile of Bones” é uma das melhores do disco, e a minha favorita pessoal. Um belíssimo arranjo e solos simplesmente magníficos de Celo que deve ter sido inspirado por David Gilmour (Pink Floyd). Que música, meus amigos! A veia mais prog retorna em “One By One”, com mais melodias refinadas e que se destacam aqui as linhas de baixo e teclado. Em “All My Sins” temos mais uma bem atmosférica e suave, com um lindíssimo solo de flauta no meio.
“No Rewind” também vai na linha prog com boas levadas de bateria, e um trecho que nos lembra bastante uma passagem de “Achilles Last Stand” do glorioso Led Zepellin, além de mais um inspiradíssimo solo. Já em “‘Till The Morning Come” o destaque absoluto é para a voz de Gabby com seu timbre envolvente, em mais uma que tem aquela aura de Pink Floyd.
Os teclados e passagens de “Down Below” trazem o prog a la Rush novamente, mas com um certo swing nas guitarras. Na sequência vem “Not Alone”, que vai te lembrar The Gathering e mais uma vez Gabby dá um show de interpretação. “Let it Burn” tem uma levada mais pop e açucarada, mas ainda assim tem arranjos muito bem feitos, isso pra mais uma vez elogiar as linhas vocais. Quando “Epilogue” encerra o play com mais um solo magnífico, você meio que se sente como se tivesse acordado de um agradável sonho.
Eclipse é um baita álbum de rock progressivo, uma viagem a horizontes musicais que já foram explorados por outros grupos, mas nunca com uma voz tão doce. Parabéns ao casal, que venham muitos mais como este!
Thiago Barcellos




