Black Swan – “Paralyzed” (2026)

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Black Swan – “Paralyzed” (2026)

Frontiers Music | Shinigami Records
#HardRock #AOR #HeavyRock

Para fãs de: Whitesnake, Winger, Foreigner, MSG

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 9,0

Em 27/02/2026, o selo italiano Frontiers Records SLR lançou Paralyzed, terceiro disco do Black Swan, super banda internacional de Hard Rock/AOR. Ou seja, o sucessor do elogiado Generation Mind chegou quase quatro anos completos após seu lançamento. Desde que iniciou sua discografia com o ótimo Shake The World (2020), o vocalista Robin McAuley (McAuley Schenker Group), o guitarrista Reb Beach (Winger, Whitesnake), o baixista Jeff Pilson (Foreigner, ex-Dokken) e o baterista Matt Starr (Ace Frehley, Mr Big) formam seu incrível line-up.

Em suma, tendo em vista que os dois primeiros lançamentos do Black Swan convenceram a mídia e os apreciadores de Hard Rock, será que Paralyzed manteve o mesmo nível de seus antecessores? A fim de encontrar com exatidão tal resposta, parti para a audição desse novíssimo registro.

“When The Cold Wind Blows” abre o álbum soando Melodic Heavy Metal e o Hard Rock ao mesmo tempo. Ela destacou a belíssima voz McAuley e os certeiros solos de guitarra de Beach. Em seguida, “Death of Me” representa com perfeição o Hard 80’s, com direito a pizzicato, solo virtuoso e refrão grudento. Da mesma forma que sua antecessora, “Different Kind of Woman” homenageia com total competência o Hard/AOR oitentista. A cada nova faixa, Reb Beach parece tocar ainda mais que na anterior. “If I Was a King”, logo depois, vira a chave de Hard festeiro para Hard N’ Heavy, ao contrário das duas anteriores, mais sério e mais intenso.

“Shakedown”, como o próprio título sugere, volta ao clima das baladas de fim de semana, pois como dizia o saudoso Eddie Van Halen, “tudo deve ser como uma festa de sábado a noite”. “The Fire And The Flame” regressa àquela pegada mais Heavy Rock, ainda que o Hard Rock se sobressaia. Destaco nessa música a performance de bateria de Starr, assim como a linha de “baixo gordo” de Pilson.

A guitarra introduz com a alma Blues em “I’m Ready”, seguindo dessa forma até seu último acorde. A propósito, essa canção mais lenta foi colocada no momento certo, já que deu uma vibe deliciosa ao ouvinte. A faixa título, que igualmente foi um dos singles de trabalho, voltou a abraçar uma atmosfera sonora mais Heavy. Mas dessa vez, o refrão e os bends tornaram tudo melhor ainda que antes e, por conta disso, ela é a minha favorita do disco. Talvez porque a ouço há mais tempo, contudo ela incendeia de verdade.

Chegou a hora da trinca final de Paralyzed. Em primeiro lugar, “Carry On” tem um trabalho excepcional de guitarra, com riffs delicadamente desenhados e que se encaixam com precisão admirável. Quanto ao solo de Beach, considero o que já disse anteriormente. “Battered And Bruised”, embora seja mais cadenciada, lembra a era Sammy Hagar do Van Halen, em todos os sentidos, absolutamente. “What the Future Holds” fecha o terceiro álbum completo da discografia do Black Swan, destacando nessa oportunidade a linda linha de baixo, certamente, a melhor dessa obra.

Respondendo a pergunta inicial, enfim, Paralyzed do Black Swan mantém o nível dos seus dois primeiros lançamentos e, devido a qualidade musical de seus integrantes, isso não chega a surpreender.

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