Forkill – “Sick Society” (2022)

FORKILL_SICK_SOCIETY
Compartilhe

Forkill“Sick Society” (2022)
Dies Irae Records
#ThrashMetal

Para fãs de: Death Angel, Anthrax, Metallica, Overkill, Tankard, Municipal Waste, Havok

Nota: 10

O meu bom e velho Thrash Metal nunca me decepciona! Acompanho os cariocas do Forkill desde o começo de sua jornada, e tive o privilégio de resenhar seus dois trabalhos anteriores – muito bem avaliados, diga-se. Então, nada mais justo que eu volte ao terceiro capítulo dessa que é uma das minhas bandas favoritas do estilo em nossas terras, pois os caras conseguem juntar praticamente tudo que eu gosto de bandas como Metallica (antigo), Anthrax, Death Angel (agora mais ainda!), com pitadas generosas do Thrash mais moderno de bandas como Havok e Municipal Waste.

Se você, caro leitor, se deparar com os três trabalhos do quarteto – e não se atendo as mudanças de formação – terá em mãos o verdadeiro exemplo de que uma banda do estilo pode SIM manter-se fiel a ele, mas crescer vários degraus a cada novo trabalho.

Atualmente formado por Igor Rodrigues (vocal/guitarra), Ronnie Giehl (guitarra), Dudu Martins (baixo)* e Rodrigo Tartaro (bateria), temos uma banda muito mais coesa, vibrante e principalmente criativa. Seus riffs de guitarra, cheios de groove e palhetadas, são verdadeiros catalisadores de energia que te fazem bangear mesmo se estiver sentado numa mesa de escritório (experiência própria, tá?) (risos).

São 13 faixas de tirar o fôlego e o que eu mais senti nessas (trocentas) audições que fiz de “Sick Society” é que o lado mais sujo que a banda praticava nos tempos do primeiro álbum, que assemelhava-se bastante ao que o Metallica fez em “Kill’Em All”, agora cedeu lugar a algo mais encorpado, robusto e mais preenchido de discos mais atuais do Death Angel, por exemplo, só para situar quem ainda não conhece os cariocas. Até mesmo os vocais de Igor Rodrigues, atual vocalista, lembra muito os de Mark Osegueda (Death Angel).

Sick Society é tudo aquilo que um fã ‘old school’ de Thrash Metal gosta e quer, mas também traz uma grande parcela daqueles fãs adeptos a produções mais robustas, encorpadas e com bastante groove. O salto na produção em relação aos trabalhos anteriores é brutal! Aliás, não só isso, pois a qualidade gráfica de capa, encarte e o esmero do pacote é de se tirar o chapéu! Simplesmente um dos melhores lançamentos do ano, sem sombra de dúvidas.

Sou um eterno fanático por ‘rifferama’, as famosas palhetadas para baixo a lá James Hetfield, Eric Peterson, Gary Holt, Rob Cavestany, dentre outros, então se uma banda me traz isso logo de cara eu já pego o babador.

“The Seed”, a primeira cacetada do álbum, já que “Open Wounds” é apenas uma (belíssima) introdução, você jurará que estará ouvindo o Death Angel mais atual. Eu mesmo me assustei! Mas não é uma mera cópia, pois da mesma forma que notamos essa semelhança, pegamos rapidamente a essência única da Forkill, que traz e seu DNA bandas como Slayer, Exodus, Testament… e assim vai.

“Brain Shaped Youth”, com uma introdução intensa traz logo algo meio Anthrax de “Spreading The Disease”, com aqueles riffs bem “Madhouse”, se é que me entendem (risos). “Merchants Of Faith” continua o estrago de nossos pescoços, mas “Every Corner” simplesmente nos faz pedir arrego! Se você for igual eu, que ama as palhetadas – como dito antes – vai amar essa traulitada!

A cativante “The Joker” (que riff!!) vem na sequência sem dar trégua aos ouvintes, caminha bastante na linha do Anthrax, e você vai notar facilmente isso! Aposto! “Seven Plagues” é uma instrumental que mistura uma boa parte de Heavy Metal tradicional, com toques fortes de Iron Maiden e peso a lá Testament e Metallica.

Vale lembrar que mesmo sendo citado como baixista na formação, Dudu Martins* não gravou os baixos em “Sick Society”, mas sim Gustavo Nascimento, e em “Behind The Mask” mostra claramente um excelente trabalho nas quatro cordas, e no crescendo que a música caminha, indo da cadência a pura velocidade e peso, com destaque aos backing vocals que grudam e as paradinhas, seguidas de palhetadas como este redator ama (risos).

O lado mais melódico ganha força em “No Land Beyond The Volga”, mas não se assuste, é apenas em seu início, pois alguns segundos depois o trator sai em disparada, passando por cima de tudo que aparecer pela frente. E dá-lhe mais backing vocals daqueles que não sai da sua cabeça, que vai te trazer boas recordações da época que usava boné, jaqueta jeans cheia de patches e tênis Le Chevall. “Violence Ritual” vêm na sequência e sim meus amigos, você vai se lembrar de algo do “Kill’Em All”, em questão de segundos, mas não aquele mais rápido, sujo e sanguinário, mas sim algo mais cadenciado em termos de riff, numa espécie de “Jump In The Fire” com “No Remorse” (risos). Escuta lá e depois comenta aqui embaixo, por favor. Já a faixa título lembra muita quebradeira e um certo toque ‘punk rock e crossover’ em seu riff que me lembrou vagamente de “Crucificados Pelo Sistema” ou coisas do álbum “Brasil”, do Ratos de Porão. Simplesmente uma cacetada!!!

“Scars”, outra faixa instrumental numa espécie de “The Call Of Ktulu” do Forkill (risos). Técnica, peso e clima sinistro tudo junto! Fechando o trabalho, temos a regravação da faixa “Killed At Last”, presente no álbum anterior da banda, “The Sound Of Devil’s Bell”, de 2019, e também lançada como single em 2021 estreando a nova e atual formação com os dois pés no peito!

Leu até aqui, ótimo, agora aperta o play e depois o repeat mais umas 10 vezes, pois é certo que isso vai acontecer!

Johnny Z.

Patrocinadores Metal Na Lata:

Compartilhe
Assuntos

Veja também