Gargant – “Dead Night Defiance” (2026)

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Gargant – “Dead Night Defiance” (2026)

Fireflash Records | Shinigami Records
#HeavyMetal #PowerMetal

Para fãs de: HammerFall, Grave Digger, Running Wild

Texto por: Thiago Silva

Nota: 9,0

Quando ouço um álbum de estreia com essa qualidade absurda, logo penso: tenho que resenhar essa maravilha! Foi exatamente assim com a banda carioca Gargant e a obra “Dead Night Defiance”.

O álbum resgata o ápice do heavy/power metal do final dos anos 90, com riffs poderosíssimos e músicas que parecem ter sido forjadas nas montanhas. Dessa forma, a banda constrói uma atmosfera densa e épica. Além disso, trata-se de um álbum conceitual, no qual o grupo explora uma mitologia própria, com fantasias sombrias e conflitos humanos que se entrelaçam para transportar o ouvinte a um universo paralelo. Com apenas oito músicas e 31 minutos de duração, o disco entrega uma sonoridade veloz e matadora. Ao mesmo tempo, destaca-se pelo trabalho instrumental e pelos vocais técnicos e brilhantes.

A banda conta com membros veteranos da cena do metal nacional. Sua formação reúne o vocalista Guilherme Sevens e os guitarristas Caio Mendonça e Leandro Carvalho. Já a cozinha fica por conta de Paulo Doc no baixo e, para completar, Phill Drigues na bateria. Formada no Rio de Janeiro, a Gargant tem como fundadores Guilherme e Phill, que tocaram juntos na Painside, atualmente em hiato.

A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Caio Mendonça, que também atua como produtor, no Tellus Studio, localizado no Rio de Janeiro. Enquanto isso, o lançamento internacional ficou por conta da Fireflash Records. No mercado nacional, o álbum chegou às mãos dos fãs por meio da nossa parceira de longa data, a Shinigami Records.

Desde a primeira audição completa, o disco já me conquistou. Afinal, as faixas são enérgicas, apresentam uma velocidade impressionante e contam com um trabalho de guitarras que dispensa comentários. Além disso, estava lendo uma entrevista de Phill na qual ele comentou que a banda está sempre atenta à era de ouro do metal, abrangendo as décadas de 80, 90 e 2000. Portanto, podemos esperar algo igualmente interessante no próximo trabalho.

Todas as faixas me agradaram, porém três chamaram ainda mais a minha atenção. A primeira é “Dead Night Defiance”, que começa com uma introdução espetacular de guitarra e bateria. Em seguida, o refrão soa como uma convocação para a guerra, enquanto a velocidade, marca registrada dos dois gêneros explorados pelo grupo, mantém a intensidade nas alturas.

Na sequência, destaco “Devil’s River”, que apresenta técnica impecável nas guitarras, solos marcantes e uma variação espetacular entre velocidade e cadência. Por fim, “Fallen King” conquista pela pegada épica e pelo peso sensacional dos riffs, que dispensam comentários.

“Dead Night Defiance” é um disco absurdo para uma estreia! Por isso, recomendo a audição a quem aprecia técnica e velocidade caminhando lado a lado. Agora, fico na expectativa pelo próximo trabalho da Gargant, pois este lançamento deixa uma excelente impressão e mostra o potencial da banda.

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