GBH – “A Fridge Too Far” (1989/2018) (Relançamento)

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GBH “A Fridge Too Far” (1989/2018) (Relançamento)
Hellion Records Brazil
#PunkRock#Hardcore

Para fãs de VarukersDischargeAnti CimexRattusThe Exploited

Nota: 9,0

A simplicidade dos acordes é inversamente proporcional à energia e contexto ideológico. O Punk é tosco, de fato, mas a urgência e a paixão são o genuíno sustentáculo de toda a cena. O GBH possui uma história que se confunde com o próprio estilo.

Originalmente denominado Charged GBH, tendo seu nome abreviado logo em seguida, já gera curiosidade logo de cara pela sigla. Essa foi uma incógnita pra mim até algum tempo atrás, quando descobri que a mesma significa “Grievous Body Harm”, termo usado pela justiça britânica para definir um “dano corporal grave”. Em se tratando de uma banda seminal do gênero, acaba por fazer total sentido.

“A Fridge too Far” fora lançado originalmente em 89, e quase três décadas depois ele continua soando atual, incisivo e impactante como sempre foi. O disco em questão não é o capítulo mais importante da história do quarteto britânico, mas ainda assim tem a relevância e o contexto histórico de algo que começou obscuramente, mas tomou de assalto o mundo todo como a voz de uma geração.

Em um track list marcante, podemos usufruir de toda intensidade de uma banda que, definitivamente, marcou época. “Pass the Axe” tem o impacto necessário para uma boa faixa de abertura. É melódica quando precisa ser, mas, sim, atroz e contundente como o machado do título. A sequência com “Captain Chaos” mantém o ritmo embasado em um andamento levemente mais cadenciado, enfatizando a dinâmica dos 3 acordes conduzidos por bateria reta e orgânica. É disso que precisamos!

Quando estou diante de um álbum que aprecio profundamente, a vontade de dissecar cada faixa é colossal, mas vou poupar o leitor disso, pois você está aqui para ler uma resenha objetiva e não uma dissertação de doutorado, mas permita-me mencionar ainda as verdadeiras aulas de fúria Punk/HC em “See You Bleed”, “The Fist of Regret” e “Nocturnal Journal”, onde a banda transborda em furor quase pueril toda a essência contestadora.

A edição nacional recém-lançada não trás nada de novo em termos musicais, nem remasterização e nem faixas extras, apenas um encarte com letras e um poster, mas faz jus a importância irrefutável desta verdadeira instituição do underground, servindo também para completar aquela coleção desfalcada de tão precioso item. Vá atrás disso agora!

Ricardo L. Costa

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