Ghost – “Impera” (2022)

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Ghost“Impera” (2022)
Loma Vista Recordings
#HeavyMetal, #HardRock

Para fãs de: Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Metallica

Nota: 10

Tobias Forge, o homem por trás da máscara do Ghost foi eleito pela Loudwire como o artista de metal da década passada. Afinal, a banda sueca lançou “Opus Eponymous” (2010) com uma sonoridade bem setentista e assim criaram um bom ritmo de lançamentos passando por “Infestissumam” (2013), o fantástico “Meliora” (2015) e o pop Prequelle (2018). Seria o seu sucessor capaz de continuar surpreendendo depois de tanta diversidade musical?

Como sempre, álbuns do Ghost contam com uma faixa de introdução, neste caso, é chamada “Imperium” e ela com certeza poderia se passar por um trecho de introdução de alguma música do Metallica, principalmente entre 1986 e 1988 (“Master Of Puppets” e .”..And Justice For All”), porque começa com parte acústica, depois guitarras agudas, bateria de “marcha”… simplesmente maravilhosa e assim começa o “Impera” “de vez” com “Kaisarion”, que é uma música completa. Simplesmente com um riff inicial incrível, a guitarra seguindo uma linha bem de heavy metal tradicional dos anos 80, com uma “parada” ao meio que é simplesmente melodicamente perfeita, música digna de se ouvir no modo repeat, apesar que causa uma certa estranheza a forma anasalada que o Papa canta, mas, já virou característica do Papa IV, afinal, a banda se reinventa a cada lançamento.

Em seguida, tem-se “Spillways” que tem uma atmosfera diferenciada, lembrando até mesmo um pouco do grupo Foreigner devido ao teclado repetitivo ao fundo e o tom que o Papa canta durante a música é altíssimo, uma potência vocal incrível! “Call Me Little Sunshine” foi lançada como o primeiro single e eu questiono esta escolha. Não tenho dúvidas que “Kaisarion” causaria muito mais impacto do que “Call Me”. Porém, musicalmente falando, o riff principal é simples e muito bem feito, assim como a melodia e as “frases motivacionais” que o Ghost solta durante as músicas como “You will never walk alone, you can always reach me”.

Com uma boa guitarra e riffs que se repetem no solo, “Hunter’s Moon” é hipnotizante e a título de curiosidade, existem duas versões desta música, uma que é a presente no “Impera” e a “Film Version” que conta nos créditos do filme “Halloween Kills” (que é minha versão preferida). Agora, finalizando o “Lado A”, temos “Watcher In The Sky” que imediatamente escalou para o meu top 3 de músicas do Ghost. Uma melodia maravilhosa, com guitarras fazendo uma junção com pedal duplo (sim, pedal duplo com Ghost, algo que ainda não havia acontecido), lembrando um pouco da carreira solo do Ozzy Osbourne no início dos anos 80, com alguns toques de metal mais moderno e pode afirmar que é uma música genial.

“Dominion” é a instrumental que leva ao “reggaeton metal” chamado “Twenties”, que tem a bateria típica do gênero latino e também conta com pedal duplo. É ame ou odeie. Conheço gente que adorou a música e gente que odiou. Me enquadro na primeira opção, mas compreendo o lado oposto.

Já na reta final, “Darkness At The Heart Of My Love”, é a baladinha do Impera. Uma música de estilo mais lenta, mas com um refrão tão poderoso que a parte melódica acaba não perdendo a sua qualidade. Por sinal, em alguns momentos o vocal acaba lembrando “Lost In Hollywood” da banda System Of A Down. De fato, uma música bonita.

“Griftwood” é outra música genial que junto com “Kaisarion” e “Watcher In The Sky”, formam o pódio do álbum. Uma guitarra extremamente bem trabalhada com toques lembrando o que Eddie Van Halen já fez e melodicamente impecável, um refrão grudento, apesar que a letra é, digamos, estranha… “I’m your rock, baby”.

Finalizando, “Bite Of Passage” faz a transição para “Respite On The Spitalfields” que tem versos bem “melosos”, mas com um pré-refrão poderoso com boa guitarra, pesada em alguns momentos e outros me lembrando Iron Maiden. O último minuto da música volta com a bela guitarra vista no final de “Imperium”, finalizando com chave de ouro, porque é um riff muito bonito.

O Impera prova que cada vez mais o Ghost evolui musicalmente falando, subindo (e muito) as prateleiras de bandas no mundo do Rock/Metal.

Caio Siqueira Iocohama

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