Godthrymm – “Projections” (2026)

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Godthrymm – “Projections” (2026)

Profound Lore Records

#EpicDoomMetal #HeavyDoom

Para fãs de: Solstice, Sorcerer, Swarm Chain

Texto por Cristiano Ruiz

Nota: 9,0

A banda britânica de Epic Doom Metal Godthrymm, em 29/05/2026, lançou Projections, terceiro álbum completo de sua discografia. Assim como seus discos anteriores, o lançamento ocorreu pelo selo Profound Lore Records. Atualmente, Shaun Taylor-Steels (bateria), Hamish Glencross (vocal, guitarra), Bob Crolla (baixo), Catherine Glencross (vocal, teclados) e Kris McLaughlin (guitarra) compõem seu line-up.

Costuma-se dizer que uma banda deixa ser promessa, se consolidando, portanto, como realidade, a partir de seu terceiro full length. Sendo assim, o quinteto de Halifax ganhou mais relevância após registrar a sequência, Reflections (2020), Distortions (2023) e, enfim, o atual Projections (2026).

Se você pensar no Epic Doom Metal do Godthrymm como algo que fuja completamente daqueles riffs “a la Iommi” arrastados, se engana. Ao mesmo tempo, a sonoridade desses ingleses não se apega completamente às suas influências, trazendo consigo genuína personalidade.

Equilíbrio entre o sombrio e o melódico, entre o peso e a melodia

Assim que os primeiros riffs de “Trenches Deep” preenchem a audição, um Doom sombrio mescla melodia e feeling absoluto. O dueto de vozes, Hamish e Catherine Glencross, que aliás, são marido e mulher, equilibra perfeitamente voz masculina e feminina, sendo, inclusive, a marca registrada da música do Godthrymm. Por volta de 3m30s, a faixa de abertura ganha ainda mais peso e intensidade, destacando o trabalho do baterista Shaun Taylor-Steels.

Em seguida, é a vez de “Truth in My Own”. A princípio, lindos riffs e a interpretação vocal de Hamish Glencross, que também é um bom guitarrista solo, remetem a era clássica dos suecos do Candlemass. No entanto, quando entra a voz de Catherine chega suavizando o ambiente, uma veia gótica toma conta da audição. Alguém pode até pensar em Paradise Lost nesse instante, porém asseguro que é bem distinto.

Olhe para a luz e sinta o amor

Logo após ouvirem “The Sun Never Fell”, muitos daqueles radicais podem classificar como White Metal, como se para eles fosse um insulto caso isso aconteça. Entretanto, a letra da canção tem um sentido muito mais amplo de agradecimento por cada minuto da permanência do homem nesse planeta. Em suma, há formas de interpretar e fiz minha escolha sem amarras. Antes que eu me esqueça, destaco o solo de guitarra de Hamish.

A composição “Endure My Skin” conta com a participação especial de Aaron Stainthorpe (ex-My Dying Bride), vocalista da banda de Gothic Rock High Parasite. Se eu disse anteriormente que o som tinha flerte com o gótico, nessa quarta faixa, esse estilo deu as cartas do jogo, inclusive com o uso de gutural, tornando mais sombrio o clima da audição.

Trinca Final de Projections

“Jewels” tem o comando da bela voz de Catherine, intercalando momentos de puro relaxamento que, inegavelmente, beiram o New Age. Em “Hope Eternal”, que é minha faixa favorita do álbum, é a que mais varia ritmos e elementos. Ora mais suave e melódica ora parecendo Metal extremo em sua parte instrumental, a mesma também destaca o baixista Bob Crolla e, mais uma vez, o baterista Taylor-Steels. A dupla de guitarristas, Hamish Glencross e Kris McLaughlin, dá peso a sonoridade através de seus riffs bem construídos.

Finalizando, “Epilogue”, que inclusive consta como faixa bônus, coloca Catherine, que também é tecladista, mais uma vez no comando da voz principal. Ou seja, seu poderoso vocal comandou sozinho metade do álbum Projections. O casal Glencross é, antes de mais nada, a alma do Godthrymm.

Congratulations, Godthrymm, Keep on Dooming, until the end.

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