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Grey Wolf – “The Legacy Of Wolf” (2025)

Grey Wolf – “The Legacy Of Wolf” (2025)

Independente
#HeavyMetal

Para fãs de: Grave Digger, Manowar, Manilla Road, Omen

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 9,0

Em 24/11/2025, o mundo conheceu “The Legacy Of Wolf”, sétimo full lenght do Grey Wolf, one-man-band de Heavy Metal proveviente da cidade de Contagem/MG. Desde que iniciou sua discografia até o presente registro, o vocalista/baixista Fabio Paulinelli manteve sua proposta inicial, que é o do mais puro Epic Heavy Metal. No entanto, é necessário deixar claro que essa característica jamais classificou sua música como enfadonha ou repetitiva. Sua temáticas épicas, principalmente as influenciadas em “Conan, o Bárbaro”, sempre têm um campo vasto para inspiração, já que há muitas histórias inéditas a contar.

A pequena intro “A Legend Arises” serve tão somente como ponte para a faixa “Atilla”, a qual soa Heavy tradicional com a inconfundível assinatura do senhor Paulinelli. Aliás, tanto o seu vocal a la “Chris Boltendahl” quanto o seu baixo técnico e preciso identificam o seu trabalho.

Em seguida, a cadenciada “King Conan” inicia mesclando épicos solos de cordas, carregando consigo a atmosfera épica que o seu título por si só exige. A faixa-titulo, que é mais rápida, coloca ainda mais energia na audição. O poder da música e, da mesma forma, a alma épica de Fábio Paulinelli nos seduz e nos envolve no “Legado do Lobo”.“Crom”, por sua vez, volta com o ritmo de marcha, aquele que martela as cabeças e conduz o ritmo cardíaco. Ou seja, nosso corpo e espírito ficam sob domínio do Heavy Metal.

Logo depois, “Band Of Brother” inicia a segunda metade do disco, destacando o fabuloso trastejar do baixo de Fábio, deixando explícito que, além de grande instrumentista, o mesmo escolhe seus timbres de forma brilhante. “Barbarian Nights”, como um verdadeiro hino de exaltação ao Epic Heavy Metal, invade a audição a fim de super aquecer sua temperatura. Quem pensa que haveria calmaria a seguir, se enganou, pois “Cimmerians” simplesmente mantém o andamento e o calor de sua antecessora. O mesmo se diz em relação “Black Sails”, qual mantém o pé no acelerador ao propósito de não deixar que descansem os tímpanos.

“Legacy Of Wolf” termina com o tema instrumental “Mitra”, no qual as linhas de baixo de Paulinelli dominam as ações, sendo, ao mesmo tempo, técnicas e melódicas com excelência. Certamente, Grey Wolf não teria uma maneira melhor de colocar ponto final em mais uma de suas ótimas obras musicais.

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