H.E.A.T. – “Welcome To The Future” (2025)
Ear Music | Valhall Music
#MelodicRock #HardRock #AOR
Para fãs de: Europe (anos 80 e 90), Firehouse, Crazy Lixx
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 9,5
“Parece retrô e moderno (e simplesmente fantástico!)” — Rock Hard. “Um pico criativo que faz não apenas os fãs, mas toda a comunidade do rock prestar atenção” — No Rush Webzine. “Eles fazem o que fazem de melhor: criar sucessos” — Hardline. Essas foram algumas das declarações que li antes de escutar o novo álbum do H.E.A.T., o que naturalmente criou uma enorme expectativa.
Não é segredo que o trono do Hard Rock atual pertence à Suécia, e o H.E.A.T. tem grande responsabilidade nessa hegemonia, consolidando-se como uma das forças mais relevantes do estilo com seu hard rock melódico, repleto de toques de AOR e Sleaze.
Segundo a crítica internacional, Welcome To The Future — o sétimo álbum da banda e o segundo após o retorno de Kenny Leckremo — alcança um equilíbrio certeiro entre melodia e peso.
Após várias audições, posso confirmar: o disco transborda energia e empolgação, com riffs poderosos, vocais dinâmicos, solos inspirados, teclados cintilantes, melodias cativantes e refrões explosivos — exatamente aquilo que os fãs esperam de um álbum do H.E.A.T.
Com a mesma formação de seu antecessor — Kenny Leckremo (vocais), Jona Tee (guitarra e teclados: Autumn’s Child, Crowne, Sister, Temple Balls, Treat, Nighthawk, Robin Red), Jimmy Jay (baixo: Ginevra), Don Crash (bateria) e Dave Dalone (guitarra: Robin Red, Captain Black Beard, Temple Balls) — o quinteto abre o álbum com uma sequência avassaladora: a explosiva “Disaster” (tudo, menos um desastre), a contagiante “Bad Time For Love” e a fenomenal “Running To You”, que atropelam o ouvinte sem piedade.
E não para por aí: o massacre sonoro segue com a pulsante “Rock Bottom” e “In Disguise” (faixas que poderiam figurar em Out Of This World, do Europe), a irresistível “Children Of The Storm”, a delicada “Call My Name”, que remete ao clima do The Night Flight Orchestra, e o drama sombrio de “Tear It Down (R.N.R.R.)”.
Alguns podem argumentar que o álbum é previsível, que os clichês do gênero estão todos presentes, que há momentos de sonoridade próxima ao Eurovision ou que a banda permanece em sua zona de conforto. Pode até haver certa verdade nisso, mas é preciso frisar: o H.E.A.T. nunca teve a pretensão de reinventar a roda — apenas de extrair o máximo daquilo que ela pode proporcionar. E é justamente nesse ponto que reside o poder da banda: transformar o simples em grandioso, mesmo rimando “cat” com “hat” ou “sun” com “run”.
Com facilidade, Welcome To The Future supera seu antecessor, figura entre os melhores álbuns da carreira e reforça a relevância da banda dentro do cenário mundial. Se o futuro realmente seguir a energia desse disco, ele será, sem dúvida, brilhante. Viciante!





