Tygers of Pan Tang – “Eletrifyed” (2026)

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Tygers of Pan Tang – “Eletrifyed” (2026)

Mighty Music

#HeavyMetal #HardRock

Para fãs de: UFO, Diamond Head, Thin Lizzy

Texto por Cristiano Ruiz

Nota: 9,0

Eis que chega Eletrifyed, décimo terceiro álbum de estúdio do Tygers of Pan Tang, banda britânica oriunda da NWOBHM. Em 11/09/2026, enquanto a parte civilizada do mundo lembra os 25 anos de um dos piores atentados terroristas da história, o guitarrista ganês Robb Weir e seus comandados trazem à luz seu mais novo registro. Além de Weir (guitarra), compõem atualmente o Tygers of Pan Tang: Craig Ellis (bateria), Jacopo “Jack” Meille (vocal), Huw Holding (baixo) e John Foottit (guitarra).

Hard/Heavy britânico com tempero da Toscana

Desde que assumiu os vocais, o italiano Jacopo Meille deixou sua marca registrada na sonoridade do Tygers of Pan Tang. Já são sete full lengths lançados com sua participação, mantendo regularidade e agradando aos fãs. São vinte e dois anos na estrada do Rock/Metal. Além disso, a clara influência de sua voz em Robert Plant só somou qualidade à música dos grandes felinos do reino fantasioso de Michael Moorcock.

Entre o Hard Rock e o Heavy Metal, Tygers of Pan Tang fez nascer Eletrifyed

Assim que o dedilhado de “Rise Up!” começa a soar, a expectativa de um grande disco toma conta da audição. Quando a música ganha riffs, peso e velocidade, a adrenalina aumenta ainda mais. O trabalho do baterista Craig Ellis, no line-up desde 2000, é fundamental, adicionando aceleração e intensidade a essa faixa inicial.

Em seguida, “Forevermore”, um dos aperitivos da obra, destaca o trio de cordas: Weir, Holding e John Foottit, mais novo integrante da formação. Assim sendo, Eletrifyed abre com duas boas faixas.

Ainda que tudo esteja indo bem até aqui, a primeira música a realmente me conquistar chegou com “The Powers That Be”. A alta frequência rítmica, a energia dos riffs e dos solos, e também um refrão ultra pegajoso, não deixariam essa faixa de ser sedutora. No entanto, o melhor ainda está por vir.

Singles muito bem escolhidos, certamente, fazem a diferença

Tudo o que comentei anteriormente ao me referir a “The Powers That Be” serve para o single “Dark Divinity”, só que elevado ao quadrado. Mais um refrão que não sai da cabeça, embora ainda não seja o meu favorito do disco.

E chega a faixa-título, também single, introduzida com a seguinte narração: “a América se orgulha de ser o país mais humano do mundo, mas, no entanto, reservamos uma morte violenta e ignóbil para os nossos assassinos condenados. Ou seja, a sentença que o tribunal lhe impõe é a de sofrer a morte, da maneira autorizada pela lei. Enfim, que o Senhor tenha misericórdia de sua alma.”

Canção que batiza o décimo terceiro álbum do Tygers of Pan Tang, “Eletrifyed” fala sobre a pena de morte. Essa é, sem dúvida, minha favorita do disco, pois soou para mim como uma versão Heavy Metal de UFO, daquela fase entre dois de seus clássicos, Lights Out e Obsession. Aposto que se Phil Mogg a escutasse, iria gostar com certeza.

Essa música literalmente me arrepia, estando, aliás, entre as melhores de 2026.

Heavy Metal é um caminho estreito, porém repleto de possibilidades

Sim, a melhor parte do disco, ao meu ver, já passou, mas isso não significa que não haja coisa boa depois. “A Shadow of Fire”, por exemplo, ainda soa Heavy a la UFO para mim, mesmo que seja uma impressão que “Eletrifyed” fez residir em minha cabeça.

Logo depois, é a vez de “The Nail”, cujo estilo arrastado somado à voz de Meille dá um clima “Kashmir” do Led Zeppelin. Não há nada estranho com isso, pois sabemos que ele, mesmo tendo maneira própria de interpretar, incorporou o espírito de Plant em seu estilo de cantar.

Encerrando com uma trinca Hard Rock

Surpreendentemente, “The Fight Goes On” é a primeira faixa do disco com uma pegada mais puramente Hard Rock. Contudo, quem ouvir esse disco somente daqui em diante vai acreditar que está diante de um álbum de Hard.

“Dark Skies” é um delicioso Hard ‘N’ Blues, muito comum nas bandas da NWOBHM, com riffs que têm clara influência na sonoridade da década de 70, porém soavam sombrios no nascimento definitivo do Heavy tradicional.

A faixa de encerramento, “Revenge Is Sweet”, mergulha tão profundamente dentro do universo Hard Rock que chega a soar Hard/AOR de forma plena e bela. Jacopo “Jack” Meille tem o poder de deixar tudo ainda melhor com a magia de uma voz sublime. Em suma, ele passa a fazer parte da lista de cantores fantásticos e subestimados.

Congratulations, Tygers of Pan Tang, on the magnificent releases over the years.

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