Hammerfall – “Infected” (2011) (Relançamento 2024)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#PowerMetal #EpicPowerMetal
Para fãs de: Primal Fear, Freedom Call, Helloween
Texto por Will Menezes
Nota: 6,0
“O que vale é a intenção”. Ou pelo menos é o que dizem…
Após vários anos à deriva no marasmo e mesmice, o Hammerfall resolveu arriscar a uma nova roupagem. É uma tomada de decisão que requer planejamento e coragem, e sempre envolve riscos. “Infected” é o oitavo álbum de estúdio dos suecos, lançado em 2011, e dessa vez as mudanças começaram pela estética, incorporando elementos mais sombrios, e se afastando das características clássicas que marcaram sua identidade. A arte do álbum traz um novo logotipo, remetendo a manchas de sangue; e a ausência do tradicional Hector, mascote da banda, dando lugar a uma mão agonizante, com uma cidade distópica ao fundo. Hmm… Início interessante, sigamos adiante.
À audição, a tentativa de romper com as expectativas se segue com “Patient Zero”, abertura do álbum. Aqui já vemos o que parece ser um rumo absolutamente diferente do que vimos nos primórdios, com o grande “Glory to the Brave” ou o “Legacy of Kings”. Os riffs são mais sombrios, arrastados e pesados, com uma temática de terror. É difícil ouvir os primeiros acordes e correlacionar com o Hammerfall. Não é uma grande faixa, mas é uma boa tentativa de mostrar as novas credenciais.
Entretanto, à medida em que seguimos pelo álbum, a sensação é de estar num episódio clássico do Scooby Doo, em que o “monstro assustador” tem sua identidade revelada, e nada mais é do que uma pessoa disfarçada. É o Hammerfall de sempre, com os elementos de sempre, só que agora com guitarras afinadas em Ré… Então vemos que não foi exatamente uma tentativa de reinvenção, mas apenas um disfarce superficial, sem a real intenção de cortar o cordão umbilical da sonoridade que consagrou a banda, mas que depois de tantos anos, clamava por um renovo mais robusto.
Há alguns pontos altos que ajudam a sustentar o álbum. “Dia De Los Muertos” é o mais puro e clássico Hammerfall, mas numa boa composição; veloz, visceral e “na lata”. “Bang Your Head” é outro ponto positivo, a clássica faixa com refrão grudento que funciona bem. Estas se destacam em relação a outras que esfriam bastante o álbum, como a genérica “Immortalized”, ou a tenebrosa balada “Send Me a Sign”.
“Infected” é uma tentativa honesta de mudança, mas que falha no desafio à zona de conforto, mantendo o problema do “mais do mesmo”. Por isso vemos uma volta ao clássico no álbum sucessor, (r)Evolution (2014).





