
Hatchet – “Dying to Exist” (2018)
Combat Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Testament, Exodus, Death Angel
Nota: 9,5
O Hatchet faz parte daquele levante de bandas que ajudaram o velho Thrash Metal a voltar para o lugar que sempre lhe pertenceu. Harmonizando com precisão o estilo clássico com os recursos da atualidade, o quarteto americano soube absorver bem a atmosfera de seu lugar de origem: um santuário chamado Bay Area, portanto, pode esperar por todos os riffs, palhetadas e solos que o gênero pode lhe conceder.
“Dying to Exist” evidencia uma banda no seu auge, no limite da criatividade em produzir o genuíno Thrash Metal em composições fortes, empolgantes, proporcionando o encontro perfeito entre a violência e a melodia. A técnica adequada dos rapazes, aliada a pegada naturalmente exigida pelo estilo nos brinda com alguns momentos entusiasmantes, daqueles de fazer a “air guitar” ecoar forte pelo recinto.
“Unraveling Existence” é uma introdução muito discreta, que surge para tentar ofuscar a atenção do ouvinte para o impacto quase cataclísmico de “Silent Genocide”. A partir daí, meu querido, entramos numa espiral de destruição Thrash de onde é quase impossível sair com a integridade física inabalada.
A riferama frenética eletrizante de “Desire for Oppression” conduz para uma cadência mais amena em “Illusions of Hope”. Essa oscilação entre as faixas e até dentro delas traz uma saudável alternância de climas, deixando a previsibilidade de lado e dando lugar a algo mais criativo, intenso.
O vocal angustiante de Julz Ramos (também guitarrista) traduz com precisão todo o espírito Thrash de “Dying to Exist”, facilmente observado nas potentes “Where Futures Regress” (uma cacetada daquelas!), “Descent Into Madness”, e em cada milímetro quadrado deste disco.
Um registro impecável, pesado e furioso. Uma bomba de rispidez Thrash como eu já não via (e ouvia) há algum tempo. O Hatchet merece a nossa confiança. Confira já!
Ricardo L. Costa





