Havok – “Conformicide” (2017)

15585219_799455510194735_8417117280132745649_o
Compartilhe

Havok – “Conformicide” (2017)
Century Media Records

Nota: 10

Eis que surge um disco que brigará de igual para igual com “Gods Of Violence” (Kreator) em muitas listas de melhores do ano, tanto de críticos como, também, fãs/leitores.

O termo Retro-Thrash, para alguns acéfalos, pode soar depreciativo porém, ao meu ver, soa como uma belíssima homenagem ao que bandas de Thrash Metal faziam no começo de suas carreiras, ou seja, um som cru, seco, rápido e puro. Qual o problema em se focar em algo que um dia já começou grande? Qual o problema em tocar algo que venha direto da alma, mesmo que seja taxado como ‘tr00’? NENHUM!

Pois bem, o Havok é mais uma dessas bandas que se focam unica e exclusivamente em emular a sonoridade oitentista de bandas do estilo que não tiveram a sorte tecnológica em aprimorar suas gravações com com as produções que temos hoje em dia. Antigamente era tudo na raça, o que tinha seu charme, mas hoje a facilidade e a enorme gama de aparatos tecnológicos deixam SIM algo melhor do que foi antigamente.

Enfim, “Conformicide”, tem tudo que o Thrash Metal presa: Velocidade, agressividade, groove (dessa vez até um pouco mais que seus álbuns anteriores), energia, rispidez e muita, mais muita adrenalina.

Certos momentos notamos algo de Crossover, mas não tão escancarados como, por exemplo, o excelente Municipal Waste se prontificou a fazer. O Havok é mais Thrashão mesmo, como se fosse uma mistura de Death Angel com Destruction.

A produção de Steve Evetts em “Conformicide” elevou ainda mais as melodias ‘groovadas’ dos riffs perante seus álbuns anteriores, o que pode soar ridículo e sem sentido no que vou falar (definitivamente detesto esses rótulos xaropes), mas é como se o Retro-Thrash de outrora passasse a ser um “Pos-Retro-Thrash Metal” (risos). Sério! Escutem os discos anteriores e, na sequência, compare com esse novo!

A sonoridade do baixo ficou bem mais evidente e me lembrou muito o que o Overkill fez em “W.F.O” (1994), dando aquele toque meio “funkeado” (calma, respirem e sejam inteligentes) a lá Mordred e Suicidal Tendencies. “Hang’Em High” está aí para não me fazer mentir! Faixa viciante que explode seus alto falantes e tímpanos!

Muita quebradeira e ‘rifferama’ do alto escalão, vide “Intention To Deceive” que me lembrou muito o já citado Death Angel com toques de Nervosa. Falando em ‘rifferama’ tente ficar com as mãos paradas em “Ingsoc”. Não dá! É impossível! O ‘air guitar’ é imediato! E isso se estende para todas as dez faixas regulares do disco, sendo que a versão deluxe possui ao todo doze, sendo que um desses extras ficou à cargo da brilhante e ‘assassina’ (no bom sentido) “Slaughtered”, cover do saudoso Pantera. Dimebag está orgulhoso desses meninos!

Lindeza do papai esse disco!!

Johnny Z.

Compartilhe
Assuntos

Veja também