Hypocrisy – “End of Disclosure” (2013)
(Relançamento 2025)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal #MelodicDeathMetal
Para fãs de: At The Gates, Arch Enemy, Dark Tranquillity
Texto por Matheus “Mu” Silva
Nota: 9,5
Seguindo a série de relançamentos, a Shinigami Records traz desta vez o décimo segundo disco de estúdio do Hypocrisy, “End of Disclosure” (2013). Na época, o álbum teve apenas uma tiragem nacional, lançada naquele mesmo ano, o que o tornou um item raro no Brasil. Agora, com a iniciativa do selo de relançar toda a discografia da banda, surge mais uma excelente oportunidade de adquirir este material.
Após o ótimo “A Taste of Extreme Divinity” (2009), o Hypocrisy já havia consolidado de vez sua sonoridade — tanto na produção quanto na musicalidade — unindo cadências pesadas e melodias cativantes, com seu nome firmemente estabelecido no cenário extremo. “End of Disclosure” é uma continuação natural do trabalho anterior, preservando inclusive a mesma formação, com o líder Peter Tägtgren (vocal/guitarra), Mikael Hedlund (baixo) e Horgh (bateria).
A faixa-título, “End of Disclosure”, abre o álbum com uma pegada simples e viciante, trazendo a sonoridade que se tornou marca registrada da banda, lembrando até momentos de “The Arrival” (2004). Seu refrão gruda logo de cara, sendo uma música direta, mas ao mesmo tempo tipicamente Hypocrisy. Já “Tales of Thy Spineless” abandona a simplicidade inicial e despeja brutalidade, com blast beats, peso marcante e vocais guturais ainda mais incisivos de Peter. O disco salta de 0 a 100 rapidamente, como se a primeira faixa fosse apenas uma preparação para o atropelo que viria. “The Eye”, por sua vez, é perfeita para o headbanging, mais enérgica e divertida.
“United We Fall” começa de forma épica, como uma introdução para a batalha que se desenrola em sua pegada thrash constante, marcada pelas clássicas dobras de guitarra — um dos grandes destaques da sonoridade da banda. “44 Double Zero” aposta em um groove interessante, mas é em “Hell is Where I Stay” que a cadência se torna simplesmente matadora, com peso absurdo e guturais cheios de malícia, acompanhados de um ótimo trabalho de baixo de Mikael. A faixa chega a lembrar Bloodbath, o que, convenhamos, é um grande elogio.
Na sequência, “Soldier of Fortune” mantém o nível, até a brutalidade retornar com força em “When Death Calls”, uma das mais criativas e cativantes do disco, que em vários momentos remete ao som dos anos 90. O fechamento fica por conta de “The Return”, mais arrastada e encorpada, com riffs densos acompanhados de coros sinfônicos, conferindo uma grandiosidade perfeita para encerrar o álbum de forma magistral.
“End of Disclosure” é, sem sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns do Hypocrisy. Tão bom quanto seu antecessor — que já era excelente —, mostra a banda em um de seus melhores momentos. Todos os elementos que consolidaram sua identidade estão presentes aqui, e ainda assim soam modernos e relevantes, mesmo 13 anos após o lançamento original. Indispensável.





