Ian Parry’s Consortium Project – “VI: Legacy of Empires” (2026)
Frontiers Music | Shinigami Records
#ProgMetal #PowerMetal
Para fãs de: Elegy, Ayreon, Kamelot
Texto por: Luiz Gustavo Santos
Nota: 9,0
Liderado pelo experiente vocalista britânico Ian Parry (Elegy), o Consortium Project chega ao sexto álbum conceitual de uma saga iniciada há 27 anos. O intervalo desde o lançamento de V Species (2011) foi bastante longo, tornando este retorno ainda mais significativo.
A sonoridade combina peso e melodia com elementos técnicos bem dosados e passagens épicas. Os teclados também têm papel importante na construção dos arranjos. O resultado é um Progressive Power Metal tipicamente europeu, com referências ao Elegy, ao Vanden Plas e, sobretudo, ao Ayreon. A meu ver, Ian Parry demonstra forte afinidade com a abordagem musical de Arjen Anthony Lucassen, o idealizador do projeto holandês.
Como costuma acontecer nesse tipo de iniciativa, Ian é o único integrante fixo. O álbum reúne músicos convidados que passaram por bandas como Vanden Plas, Pain of Salvation, Kamelot e Queensrÿche. Entre eles, merece destaque Stephan Lill, do Vanden Plas, presente na maioria das faixas. Seu trabalho na guitarra e nos teclados acrescenta personalidade aos arranjos.
Os vocais de Ian Parry também permanecem em alto nível. O cantor equilibra alcance, agressividade e melodia, sem perder a expressividade necessária para conduzir as composições.
Com dez faixas distribuídas em apenas 42 minutos, o disco mantém um ritmo ágil e uma sequência bem organizada. A faixa-título é o primeiro grande destaque, principalmente pelo refrão cativante. Já “Gods From Heavens Above” aposta em riffs mais poderosos, próximos do Metal tradicional, acompanhados por linhas de guitarra muito bem trabalhadas.
Por outro lado, “Nature’s Eyes” apresenta uma abordagem diferente. A balada encerra o álbum com passagens que remetem ao Prog Rock dos anos 1970, uma influência que funciona muito bem nesse contexto.
No geral, VI: Legacy of Empires é um excelente disco para quem aprecia o estilo. Embora não apresente grandes inovações e alguns trechos soem familiares, o conjunto funciona muito bem. As boas melodias e os arranjos consistentes tornam a audição envolvente e convidam a novas reproduções.





