Infected Cells – “Betrayed By Obedience” (2026)
Abismo Metal Store | Discodelia | Cianeto Discos
#DeathMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Cannibal Corpse, Deicide, Morbid Angel, Torture Squad
Texto por Lucas David
Nota: 10
Mantendo acesa a chama do underground e bebendo da fonte dos grandes nomes do Death/Thrash Metal mundial, o Infected Cells apresenta seu novo álbum, Betrayed By Obedience, um trabalho carregado de atitude para fãs que buscam brutalidade e técnica na medida certa.
O power trio baiano, formado por Stanley Serravalle (baixo/vocal), Hugo Elias (guitarra) e Márcio Jordanne (bateria), não só traz suas influências, como também consegue imprimir sua marca com vocais poderosos, riffs pesados e sujos, além de uma bateria matadora, cheia de viradas e blast beats. Logo no início, a faixa-título explode nos falantes, com Serravalle soltando guturais insanos e urrando o nome da música no refrão, feito para ser cantado ao vivo com todos acompanhando, enquanto o baixo pulsante, aliado à bateria, forma uma parede sonora para que os riffs de Elias sejam despejados aos montes.
“Blackened Horizons” traz novamente o baixo extremamente pesado no início, antes de despencar em um ataque furioso de blast beats e uma levada que nos remete ao Torture Squad na era Pandemonium (2003). O primeiro single lançado, “And The Reek Shall Inherit The Earth”, mantém a pegada brutal, com destaque novamente para os vocais cavernosos em uma linha Glen Benton (Deicide), entregando ainda um solo com muito feeling de Elias.
Próximo do fim, “Tragic Human Condition” se mostra uma das mais pesadas do álbum, com um começo mais lento e carregado, mas que logo dá espaço para um ataque selvagem com energia de Thrash Metal, mantendo a brutalidade do Death Metal à la Deicide. Os riffs aqui são tão cavalares que é impossível se livrar do “stank face” e do headbanging que irá prejudicar os pescoços mais sensíveis.
Contando com nove faixas e pouco mais de 30 minutos, Betrayed By Obedience é um álbum potente, brutal e com capacidade de elevar a banda a novos patamares. O Infected Cells não reinventou a roda, porém conseguiu entregar um disco que transpira trabalho duro e garra, destacando-os em um espaço cheio de ótimos lançamentos. Escute no volume máximo!





