Inferno Nuclear – “Diante de um Holocausto” (2021)

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Inferno Nuclear“Diante de um Holocausto” (2021)
Distro Rock | Metal Island Rec | Bigorna Rec | True Metal Rec
#ThrashMetal, #Crossover

Para fãs de: D.R.I, Anthrax, Anthares, Comando Nuclear, Taurus

Nota: 10

Muitas foram às vezes que neste mesmo espaço bati na tecla de que as bandas pareciam ter parado no tempo. Quantas vezes vi press-kit mal elaborado, músicas compactadas de forma errôneas, gravações desenterradas de algum muquifo oitentista, ou seja, total precariedade, o que passa bem longe aqui. Pois, bem, 2021, e voltei ao Metal Na Lata após 11 meses e me deparo com o primeiro álbum de estúdio do Inferno Nuclear, o fabuloso “Diante de um Holocausto”.

Meus aplausos para o grupo começam por conter todas as informações, estão bem escritas e claras, sem a necessidade brincar de “caça ao tesouro” no Google. O som está cristalino mesmo que a proposta seja soar nostálgico, a timbragem suja e bem na “cara” faz com as músicas cresçam perante ao ouvinte (acertaram em cheio!). Outro fator importante é que não resolveram preencher todo o espaço do CD com faixas fracas/medianas apenas para dizer: “Mãe, gravei um álbum com 80 minutos”, ou seja, quando você menos espera o tracklist acabou e você está sedento por mais e mais. Ainda mais que o thrash metal praticado é o mais puro, inquieto, ríspido, cheio de adrenalina e com aquelas típicas guitarras “ataque de abelhas sanguinárias”. Bateria com excelentes levadas, pedais duplos e ‘tocando’ para música, sem malabarismos, assim como o baixo, que puxam muitas vezes para um Anthrax, ou até mesmo Overkill.

Pelo título do trabalho, é nítido o que gira por parte das letras — o medo sobre uma possível guerra nuclear, medo do futuro, desastre na Terra, tema sociais e uma belíssima homenagem a todos os headbangers que lutam pelo Metal. A escolha do português acaba ajudando na absorção da mensagem, ficando bem direto ao ponto, sem erros de interpretação ou entendimento do fã.

São 8 faixas — e que eu não sei escolher qual é a melhor. Do início com a pedrada e pensante “Evitamos a Vida, Provocamos a Morte”, passando pelo enxame de maribondos “Soldados do Mal”, indo de encontro da perfeita trilha do mosh “Anarquia” e fechando apoteoticamente com “União Headbanger”, não existem erros, sem oportunidades para o azar.

Eu estava bastante tenebroso pela falta de um álbum nota máxima neste ano. Muitos estão batendo na trave (na minha humilde opinião), mas, finalmente, surgiu um “camisa 10”! Diretamente de Belém, Pará, ‘os caras’ meterem a bola onde a coruja dorme.

William Ribas

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