
Inhuman Condition – “Rat° God” (2021)
Listenable Insanity Records | Blood Blast Distribution
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Massacre, Death, Cancer
Nota: 8,5
Ao falar desse lançamento é impossível não citar o movimento criado nos anos 80 com álbuns seminais de bandas como Death, Pestilence e Cancer. Esse movimento se intensificou e teve um ápice em 1991, com o álbum “From Beyond” do Massacre. Esse lançamento foi uma continuação daquele som original produzido, fazendo com que ele seja um dos álbuns mais conhecidos até hoje. Uma das figuras presentes neste disco é o baixista Terry Butler (Obituary, ex-Massacre, ex-Death) que 30 anos depois, se reuniu com um time competente para dar forma a um disco que seria uma continuação direta do que foi feito pelo Massacre.
“Rat° God” é um álbum feito para soar como se tivesse sido lançado em algum lugar entre 1988 e 1991, e a banda acertou ao criar o clima perfeito dessa época passada. Ele traz 100% do vocal cavernoso, com o groove e o peso simplista, mas feito para destruir seu cérebro e explodir seus tímpanos.
A dupla Jeramie Kling (Venom Inc., Ribspreader, ex-Massacre) e Taylor Nordberg (Goregäng, The Abscence, ex-Massacre), vocalista/baterista e guitarrista, respectivamente, trabalharam para que o álbum tivesse uma produção cristalina, destacando todos os instrumentos, apresentando uma bateria que mantém um ritmo insano, a guitarra despejando riffs e solos frenéticos e o baixo mantendo a cozinha intacta, para que os vocais sejam os mais brutais possíveis.
“Tyrantula” saiu como single, e nada mais é do que um ótimo exemplo de como se fazer o Death Metal com a pegada Old School. Ela tem um início com sons tribais e vai para uma pegada que alterna entre o cadenciado e a velocidade do refrão, tendo os vocais como destaque, além de contar com um solo do renomado guitarrista Rick Rozz (ex-Death, ex-Massacre) que entrega tudo o que já somos acostumados a ouvir quando temos seu nome envolvido.
“Killing Pace” remete a faixa “Forgotten Past”, presente em “Leprosy”, segundo álbum do Death. Rápida, suja, com ritmo perfeito para bater a cabeça, a música é uma das melhores presentes no disco, lançada também como single. As letras foram escritas pelo baterista e letrista do Cannibal Corpse, Paul Mazurkiewicz em uma participação especial.
“Planetary Paroxysm” e “Gravebound” trazem aquele solo podre e fétido, atirando-o diretamente na cara do ouvinte. Elas são ótimos exemplos de que as músicas podem ser pesadas e extremas, mas ainda assim divertidas. Essa última parte parece estar esquecida pelas bandas de Death Metal a muito tempo.
A faixa-título traz os elementos das outras canções, o ritmo para o headbanging é perfeito e certamente fará a plateia ficar fervorosa quando tocada ao vivo. A capa traz todo esse peso, essa sujeira e brutalidade. A arte foi criada pelo artista Dan Goldsworthy, que já trabalhou com Accept, Cradle of Filth e Xentrix e, segundo o mesmo, trabalhar com a banda foi uma grande honra já que suas maiores inspirações são as capas de “Leprosy” e “Spiritual Healing”.
“Com relação à capa em si, a banda já tinha uma ideia bastante forte do conceito principal que iríamos buscar, mas me deu o controle criativo para prosseguir com minha interpretação. Embora haja um significado figurativo um pouco mais profundo por trás da arte, em um sentido literal, vejo o personagem principal existindo em algum lugar entre Norman Bates e o Retrato de Dorian Gray”, comenta.
O sentimento trazido pela música, a arte e as participações especiais mostram que esse lançamento faz jus àquele metal feito antigamente. Eles não buscaram trazer nada de realmente diferente ao estilo, mas entregaram um material que facilmente ficará na sua lista de favoritos. Recomendado!
Lucas David





