Inventtor – “Senhor da Obsessão” (2026)
Voice Music | Classic Metal Records
#DeathMetal #DoomMetal #DeathDoomMetal
Para fãs de: Hooded Menace, Paradise Lost, Asphyx, Bolt Thrower
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Com uma longa carreira no underground e mesclando o som mais agressivo e intenso do Death Metal com as passagens mais pesadas e densas do Doom Metal, o Inventtor chega ao seu segundo disco de estúdio, Senhor da Obsessão, um trabalho brutal e, ainda assim, com espaço para reflexões sobre a vida e a sociedade.
A dupla Alan Souza (bateria, vocal e fundador da banda) e Tony Lessa (baixo) reuniu em oito faixas um som que exala o metal dos anos 80/90, porém com uma produção grandiosa de André Damien (Paradise in Flames), que também tocou guitarra e conseguiu capturar cada batida, riff e palavra de maneira única. A atmosfera do disco é sombria e sufocante, com os vocais de Souza soando maníacos e intimidadores, seja nas partes mais rasgadas ou em alguns urros que entrega em pontos-chave.
Após a intro “In Absentia Dei”, a faixa-título chega com um ótimo riff principal que nos remete ao Death Metal Old School de Pestilence e Grave. A cozinha é robusta e cria uma base perfeita para o ritmo fúnebre que acerta o ouvinte durante o refrão e no solo cheio de melodia de Damien.
“Além da Carne” mantém o ritmo mais cadenciado, destacando o baixo pulsante e os vocais amedrontadores, que parecem encurralar o ouvinte em uma performance sufocante.
“Epicentro da Morte” tem um ritmo com muito groove, feito para bater cabeça, com a bateria punindo os ouvidos enquanto o riff principal bebe da fonte do Bolt Thrower em uma levada quase hipnotizadora. Os vocais novamente são poderosos, e o solo com tom épico é um dos melhores do disco.
“Tortura” é arrastada, como se todos estivéssemos ajudando a banda a carregar um caixão pesado através da lama. A guitarra está mais pesada e brutal, com, novamente, um ritmo fúnebre dominando tudo e os vocais nos guiando através desse cemitério maldito. A banda acelera o ritmo na metade da duração e entrega mais alguns solos incríveis. Facilmente, uma das melhores do álbum.
“Broken” fecha o álbum com uma proposta mais épica e grandiosa, apostando nos vocais limpos e angelicais de Nienna (Paradise in Flames) em contraste com os guturais de Souza, violões acústicos e um final com uma levada folk. Ela se diferencia bastante do restante do álbum, mas acaba servindo como um respiro e uma forma leve de encerrar um álbum pesado e esmagador como esse.
Com um som marcante, recheado de grandes riffs e vocais poderosos, Senhor da Obsessão é uma grande conquista para o Inventtor. É um trabalho que carrega e mostra suas influências, mas também imprime sua visão e característica pessoal: a visão de uma banda que busca mais do que o underground e mostra estar no caminho certo.





