Kamala – “Karma” (2023)
M&O Music
#ThrashMetal #GrooveMetal
Para fãs de: Machine Head, Gojira, Trivium, Prong, Testament, Forbidden
Nota: 10
Sim meus caros leitores, começo esse texto dizendo que “Karma”, sexto álbum de estúdio dos paulistas de Campinas, é uma obra prima do Thrash/Groove Metal contemporâneo e quem discordar disso está muito errado!
Com duas décadas nas costas, excelente discos lançados, turnês no exterior, temos hoje um trio cheio de força, energia e coesão formado por Raphael Olmos (vocal/guitarra), Isabela ‘Bella’ Moraes (bateria/vocal) e o novo baixista José Cantelli, que substituiu Allan Malavasi (quem gravou “Karma”), recentemente.
O fator contemporâneo dentro do Thrash Metal, com um leve toque progressivo, apresentado pela banda é seu grande diferencial, pois desde sua formação não tínhamos aquele estilo reto e tradicional, mas sim desde sempre antenado com a modernidade, produções robustas, cristalinas e transbordando pesos dilacerantes.
Muitos citam o Machine Head como comparação, o que não estão errados, mas o Kamala tem suas peculiaridades próprias que fazem com que sua sonoridades seja, além de empolgante, original. “Karma” traz ao todo 9 faixas, sendo 8 de uma agressividade muito brutal que te sufoca como uma massa sonora direto na sua cara, e uma instrumental, “Dharma”, única com ambiências que nos remetem ao passado da banda, com incursões orientais e esotéricas. Toda essa brutalidade e peso descomunal, com rifferamas e palhetadas criminosas que chegam a sangrar nossos ouvidos já acostumados, uma bateria que – sem exagero – me lembrou o monstro Gene Hoglan (ex-Testament, ex-Death) com seus bumbos e pedais. ‘Bella’ simplesmente arregaçou nesse disco, e não só nas baquetas, mas também nos vocais limpos e melódicos inseridos como principais em faixas como “Karma”, “Made Me Bleed”, “Fear”, “Never Enough”. Incrível como combinou com a proposta da banda essa maior acentuação de vocais fora os urros certeiros de Raphael Olmos. De verdade, espero e torço para que continuem com essa proposta.
A audição de “Karma” simplesmente passa num estalar de dedos de tão bem feito, tocado e composto, e tenho plena certeza que ao seu término o ouvinte vai dar uns dois ‘repeat’, e vai encontrar coisas diferentes da audição anterior. Se você gosta de produções e mixagens robustas, gordas e encorpadas vai se deliciar, se escutar no fone de ouvido vai sentir seu crânio sendo preenchido gradativamente como se estivessem jogando concreto nos seus ouvidos! Sim, meus caros, a parada é muito pesada!
Sua produção e mixagem são robustas, impecáveis, nítidas e certeiras que cativa logo na primeira audição! Jesus Cristo, que trabalho monstruoso!
Destacar uma ou outra seria de uma injustiça enorme, mas quer sacar a genialidade e brutalidade do Kamala atual, escute “Never Enough”, “Forgive The Weak” e “My Will Be Done”, e depois disso corra para a farmácia comprar gelol, você vai precisar! Uma curiosidades: escute a linda “Fear”, e se lembrará rapidamente de “Ravenous” do Arch Enemy, principalmente na parte de guitarras…
Dilacerante, catártico, agressivo, brutal, monstruoso e genial, simplesmente estamos diante de um dos melhores lançamentos do Metal pesado moderno em nosso país nos últimos anos.
Johnny Z.





