Kataklysm – “The Mystical Gate of Reincarnation” (1993) & “Sorcery” (1995) (Relançamento 2025)

Kataklysm - At the Gate of Reincarnation & Sorcery
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Kataklysm – “The Mystical Gate of Reincarnation” (1993) & “Sorcery” (1995)
(Relançamento 2025)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #DeathCore #MelodicDeathMetal

Para fãs de: At The Gates, Decapitated, Dark Tranquility

Texto por Will Menezes

Nota: 7,0

Em um relançamento duplo, a Shinigami Records revisita as raízes de uma banda que pôs tijolos importantes nos fundamentos do death metal. Apesar do lançamento de um primeiro EP de duas músicas chamado “Vision the Chaos” (1993), os fãs consideram o segundo EP, “The Mystical Gate of Reincarnation” (1993), como o debut oficial do Kataklysm, por seu impacto e expressividade. Dois anos depois, a banda lança seu primeiro álbum de estúdio, “Sorcery” (1995), fincando a bandeira de uma sonoridade crua e brutal no caos crescente do metal dos anos 90.

Os primórdios da banda canadense foram marcados por uma sonoridade caótica e brutal como poucas bandas conseguiriam reproduzir nos anos seguintes. Um tanto diferente da sonoridade atual, que busca elementos melódicos para guiar a banda em direção a uma roupagem mais moderna, o Kataklysm do início dos anos 90 era o resumo do caos e da fúria que o death metal originalmente se propôs a propagar. Na ocasião do lançamento de “The Mystical Gate of Reincarnation” e “Sorcery”, o atual vocalista da banda, Maurizio Iacono, tocava baixo, enquanto os vocais eram responsabilidade de Sylvain Houde. A voz que Houde criava nos microfones dificilmente pode ser comparada a qualquer coisa que vocalistas posteriores do gênero conseguiram fazer, carregando consigo boa parte da agressividade, brutalidade e singularidade do som do Kataklysm nessa fase. Ouça as viscerais “Elder God” e “Mould in a Breed” e tire suas conclusões.

A unificação dos dois trabalhos em um único relançamento foi um acerto de curadoria, facilitando o acesso ao material antigo e resguardando o legado da fase inicial da banda. A remasterização do som não foi muito expressiva, o que pode ser considerado por muitos um ponto positivo, mantendo a crueza e as imperfeições do trabalho original.

Definitivamente vale a audição. Não é nada de outro mundo, mas para quem curte as fases primitivas e mais viscerais da banda, é um lançamento valioso; e para quem está acostumado com o som atual mais polido dos canadenses, o álbum soa mais como um artefato histórico do que como uma experiência nova.

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