Kiss – “Dynasty” (1979)

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Kiss “Dynasty” (1979)
Casablanca Records
#Kiss#Rock#HardRock#DiscoMusic#GeneSimmons#PaulStanley#AceFrehley#PeterCriss

Para fãs de: Rod StewartDesmond Child, Disco Music, Pop

Nota: 8,5

40 anos, SIM, 40 anos do “Dynasty” do Kiss. Alguns adoram outros odeiam, mas veio desse álbum grandes clássicos da banda como “I was made for loving you” e “Sure know something”.

Antes de tudo, vamos fazer uma recapitulação da banda até esse ponto. Criada em Nova York em 1973 por Gene Simmons (baixo e voz) e Paul Stanley (guitarra base e voz) a banda teve um começo difícil. Só após três discos de estúdio e o “Alive!” (1975) que a banda estourou com o sucesso de “Rock and roll all nite”, porém logo em seguida começaram as confusões entre os quatro membros (completam o time: Ace Frehley na guitarra solo e voz e Peter Criss na bateria e voz) por causa de drogas desses dois últimos.
A solução? Fizeram algo que nenhuma banda nunca fez: os quatro músicos gravaram em 1978 álbuns solo sob o nome de Kiss, lançados simultaneamente. Tudo isso para apaziguar os ânimos.
O resultado? Ajudou, mas não resolveu.

Após isso gravaram o “Dynasty” no famoso Electric Lady Studios entre janeiro e fevereiro de 1979 com produção do Vini Poncia e lançaram no dia 23 de maio do mesmo ano pela Casablanca Records.

Não é segredo pra ninguém que a gravação do álbum contou com vários músicos de estúdio, entre eles: Anton Fig (bateria) e o próprio Poncia. Peter Criss só gravou os vocais e bateria de “Dirty livin” que é um puta música, poderia estar facilmente no seu álbum solo de 78, mas não fez mais nada. Esta faixa é um bom exemplo da disfunção na banda, pois tem uma linha de baixo em primeiro plano que não se parece com o estilo do Gene, o solo de guitarra não se parece com o Ace e mesmo a parte do Paul não é a cara dele.

Já Ace Frehley canta três faixas: “Hard Times” que é 100% Ace, desde o riff, até a letra e o solo, “Save your love” continua na mesma pegada e o cover dos Rolling Stones “2.000 man”, na humilde opinião desse que vos escreve, a versão do Kiss é melhor do que a original.

Paul Stanley compôs junto com Desmond Child a primeira do álbum “I was made for loving you” que é Disco Music puro, da melhor qualidade possível e cheio de sintetizadores. Em suas próprias palavras ele diz que queria uma música muito vendável e fácil e que compôs em pouquíssimo tempo em um violão no seu apartamento em NYC. “Sure know something” está no mesmo estilo da “I was made”, tem refrão grudento, um baixo bem marcante do Gene e faz bastante sucesso na versão acústica. “Magic touch” também é de Paul Stanley e mostra o vocalista em ótima performance.

Gene Simmons era contra esse novo direcionamento da banda, mas cantou “Charisma” e “X-ray eyes” e praticamente não gravou nenhuma linha de baixo.

O disco estreou muito bem ao redor do mundo, nos EUA ficou em 9º lugar por 25 semanas, na Austrália em 2º, na Holanda em 1º, entre outros, ganhando disco de platina.

Os dois singles foram “I was made for loving you” e “Sure know something” e ambos tiveram videoclipes, é curioso reparar a diferença entre eles próprios (as roupas, maquiagem, cabelos e etc), o Gene com cabelo bem curto, todos com roupas bem espalhafatosas, além da famosa guitarra Explorer de Ace Frehley.

A sessão de fotos para a capa também foi realizada em NYC, fez bastante sucesso na época e é clara a referência ao álbum “With the Beatles”.

Logo após o lançamento, caíram na estrada para uma tour, que serviu de ponto final para Peter Criss que claramente não conseguia (e não queria) manter o pique por excesso de drogas.

Ao longo desses 40 anos, o álbum acabou perdendo um pouco de força, mas é notório o poder dos dois singles citados, além disso, no recente Kiss Kruise Ace Frehley executou suas três músicas. Gene Simmons tem tocado “Charisma” em alguns shows solos, ou seja, das 9 músicas do disco, 5 foram ouvidas nos últimos anos. Apenas “X-ray eyes” e “Dirty living” caíram no esquecimento.

Ricardo Karelisky

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