Kiss – “Love Gun” (1977)

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Kiss – “Love Gun” (1977)
Casablanca Records

#RockNRoll#Rock#ClassicRock#HardRock
Para fãs de: ScorpionsTwisted Sister

Nota: 9,5

No último dia 30 de junho, comemorou-se 42 anos do clássico absoluto “Love Gun” dos americanos do Kiss.

Lançado em 1977 pela Casablanca Records, este é o sexto álbum de estudo do quarteto (sétimo se contarmos o Alive!), no dia do lançamento a banda já alcançou o Disco de Platina (pela venda de 1 milhão de cópias), ou seja, já eram uma super banda, com reconhecimento internacional e com todo o merchandising possível e imaginável, além dos shows gigantescos.

O disco tem 10 faixas, sendo que Ace Frehley canta 1, Peter Criss também 1, Gene Simmons 4 e Paul Stanley 4. A única do Ace chama-se “Shock Me”, é a primeira que tem ele como principal cantor, tornou-se clássico absoluto e é uma das melhores de toda a história da banda. Já vemos aqui bem como seria toda a parte do Ace como vocalista, como veríamos no futuro em: “Rip it out” (1978) e “Rock Soldiers” (1987). Ace tem ótimos solos como em: “I Stole your Love” e “Love Gun”, além da já citada “Shock Me”.

Peter Criss canta “Holligan” que é uma puta música, bem rock’n’roll no estilo dele, como ”Baby Driver” do Rock and Roll Over (1976) e “Getaway” do Dressed to Kill (1975). Todo mundo sabe que ele não é o melhor baterista do mundo, mas vale destacar suas linhas em “Shock Me” e “Love Gun”.

Gene Simmons ainda era bem ativo na banda nessa época (ao contrário dos anos 80) e tem bastante destaque em “Christine Sixteen” e “Plaster Caster”, ambas ficaram ótimas nas versões acústicas e são tocadas até hoje em dia. “Got Love For Sale” tem Gene cantando muito bem, pena que não virou um clássico.

Paul Stanley abre o disco já cantando muito em “I Stole Your Love” e depois em “Tomorrow and Tonight”. A faixa título também é dele e segundo o site “Setlist.fm” ela já foi executada em 1968 shows (ficando atrás apenas de “Rock and Roll all Nite” e “Detroit Rock City”), não ficando de fora de nenhuma turnê desde então, só por essas informações já da para saber o quão grande ela é.

O álbum fecha com o cover “Then She Kissed Me” e é uma ótima música, mesmo sendo meio “fora” do estilo da banda.

A produção ficou a cargo do Eddie Kramer (que tocou teclado em “Christine Sixteen”), ele fez um ótimo trabalho, sempre muito bem elogiado, ele já tinha trabalhado com a banda em “Alive!” e “Rock And Roll Over” e ainda iria trabalhar diversas outras vezes com o quarteto. Mas o ponto alto da parte “não musical” fica para Ken Kelly e a belíssima capa (melhor ainda no tamanho do LP), ele já tinha trabalhado com o Kiss em Destroyer (1976) e no mesmo ano fez a capa do Rainbow “Rising”, posteriormente trabalhou com o próprio Ace Frehley e o Manowar, além disso, ele fazia comics do “Conan, the Barberian”.

Em 2017 foi lançado uma versão remasterizada e ampliada do álbum, contendo 11 faixas a mais, entre demos, ao vivo e uma entrevista do Gene. O destaque fica para “Reputation” do Gene e para as 3 ao vivo de 1977, que mostram todo o entrosamento e poder que aqueles tempos tinham.

A turnê de “Love Gun” foi relativamente curta (quase 40 shows em 2 meses entre Canada e Estados Unidos), pois durante os três shows realizados em Los Angeles eles já gravaram o “Alive II”.

Algumas curiosidades sobre o álbum são: nas demos tape de “Christine Sixteen” e “Got Love for Sale” quem gravou as guitarras e a bateria foram os irmãos Van Halen. A “Plaster Caster” tem como tema uma prostituta (Cynthia Plaster Caster) que tinha o costume de fazer réplicas de pênis e seios de famosos com quem transavam, entre eles estão: Jimi Hendrix e Frank Zappa. “Shock Me” conta o fato de Ace Frehley ter levado um choque bem forte durante um show da turnê “Rock and Roll Over”, a Guitar World lançou uma lista com os 100 melhores solos de guitarra e “Shock Me” ficou na posição 50. Na embalagem original, vinha um encarte adicional apenas com todo o merchandising da banda.

Em suma, um disco na hora certa, no lugar certo. Esse é o resumo de “Love Gun”, ele foi lançado pela banda certa, no ano certo, no país certo e tudo mais certo que poderíamos imaginar. Não há pontos baixos no disco, produção ótima, assim como a arte gráfica. Além disso tudo gerou clássicos absolutos desde o primeiro dia.

Ricardo Karelisky

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