Kreator – “Pleasure To Kill” (1986) (Relançamento 2024)

Kreator-Pleasure-to-Kill
Compartilhe

Kreator – “Pleasure To Kill” (1986) (Relançamento 2024)

Noise Records | Dynamo Records | Classic Metal Records
#ThrashMetal

Para fãs de: Sodom, Slayer, Destruction, Possessed, Venom

Texto por Lucas David

Nota: 10

O Kreator é uma força do metal há anos, sendo um dos melhores representantes do estilo no quesito violência e rapidez. E isso não é de agora, já que a banda alemã tem uma longa carreira com vários álbuns cultuados até os dias de hoje, como é o caso de “Pleasure to Kill”.

O segundo disco da banda, lançado em 1986, tem em suas nove canções uma brutalidade acima do que era visto em sons praticados por algumas bandas. Parte disso se deve ao tratamento aplicado às canções pelo primeiro produtor profissional do Kreator, Harris Johns. No entanto, a maior parte do impacto de “Pleasure” veio da composição. A violência sem fim da bateria e dos riffs, em camadas sob vocais hiperagressivos e letras apocalípticas, tornou o álbum uma experiência totalmente envolvente. O grupo, formado na época por Mille Petrozza (guitarra e vocais nas músicas 2, 4, 6, 7, 9), Rob Fioretti (baixo) e Jürgen Reil “Ventor” (bateria, vocais nas músicas 3, 5 e 8), conseguiu criar uma letra mais agressiva e destruidora que a outra, vide a faixa “Ripping Corpse”, que se tornou um clássico instantâneo, com um andamento de bateria insano e riffs de guitarra rápidos e complexos.

A faixa-título é uma das melhores obras do Thrash Metal mundial já feitas, com um refrão feito para erguer os punhos no alto e gritar a plenos pulmões, um solo de guitarra matador e os vocais de Mille se destacando pela potência. Não é à toa que a música permanece até hoje no setlist da banda. A sequência com “Riot of Violence”, cantada por Ventor, que faz um ótimo trabalho, e “The Pestilence” mantém o nível excelente do disco, que por sua vez nos apresenta ainda “Under The Guillotine”, sendo um dos maiores destaques de toda a carreira do Kreator.

A arte de “Pleasure to Kill” é impressionante. A representação de um demônio musculoso espancando um bando de inimigos esqueléticos com alegria evidente se encaixa perfeitamente na música e foi a primeira aparição do “demônio Kreator” que adorna as capas do álbum da banda. Todo o crédito vai para a gravadora Noise Records por este detalhe. Eles tinham um acordo com um artista chamado Philip Lavere, que lhes deu algumas obras de arte – ele também fez “Emperor’s Return” do Celtic Frost.

O Kreator, como dito anteriormente, é uma das bandas mais conhecidas no metal, seja pelos trabalhos antigos como pelos novos, que sempre mantêm um nível bom. Com esse disco, eles mostraram como o Thrash Metal não era praticado apenas na terra do Tio Sam, ajudando a colocar de vez o “Teutonic Thrash Metal” no mapa.

“Pleasure to Kill” foi remasterizado pela Century Media em 2000, relançado com o EP “Flag of Hate”, originalmente lançado em agosto de 1986. Mais recentemente, em 2017, uma nova remasterização foi lançada pela Noise Records com os mesmos extras.

Essa remasterização de 2017 traz algumas leves mudanças na capa e uma sonoridade ainda mais aprimorada, dando um belo gás à brutalidade do que já era agressivo. Para melhorar, agora foi relançada pela Dynamo Records em parceria com a Classic Metal Records, recheada com um encarte de 28 páginas cheio de fotos, informações e depoimentos de Mille Petrozza! Simplesmente obrigatório!

Compartilhe
Assuntos

Veja também