O legado de Chuck Schuldiner retorna ao Brasil: Death To All confirma turnê em janeiro de 2026 celebrando “Symbolic” e “Spiritual Healing”
O projeto Death To All confirmou sua volta ao Brasil em janeiro de 2026 com a turnê Symbolic Healing Tour, dedicada a dois dos álbuns mais importantes da história do death metal: Spiritual Healing (1990) e Symbolic (1995). Mais do que um tributo convencional, o Death To All é uma celebração legítima do legado de Chuck Schuldiner, reunindo músicos que fizeram parte de diferentes fases do Death e ajudaram a moldar a identidade sonora da banda que redefiniu os limites do metal extremo.
Produzida pela Overload, a passagem pelo Brasil terá quatro shows confirmados em grandes cidades:
20/01 – Bar Opinião, Porto Alegre/RS
Ingresso: https://bileto.sympla.com.br/event/111427
21/01 – Tork N’ Roll, Curitiba/PR
Ingresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/deathtoall-curitiba
24/01 – Carioca Club, São Paulo/SP
Ingresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/deathtoall-saopaulo
25/01 – Mister Rock, Belo Horizonte/MG
Ingresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/deathtoall-belohorizonte
Os ingressos já estão disponíveis nas plataformas oficiais, e o público pode esperar performances intensas e fiéis aos registros originais, com repertório focado especialmente nas duas obras homenageadas, além de outros momentos marcantes da carreira do Death.
Criado com o objetivo de manter viva a obra de Schuldiner — falecido em 2001 — o Death To All nasceu da necessidade de apresentar essas composições clássicas tanto para fãs que nunca tiveram a chance de ver o Death ao vivo quanto para novas gerações influenciadas por sua música. O projeto se diferencia por preservar a essência artística da banda original, com execuções fiéis, respeito absoluto às composições e uma abordagem que prioriza a experiência musical acima de qualquer releitura artificial.
A formação atual conta com nomes históricos ligados diretamente ao Death, como Gene Hoglan, baterista conhecido como “The Atomic Clock”, responsável por performances marcantes em Individual Thought Patterns e Symbolic, além de passagens por Dark Angel, Testament e Dethklok; Steve DiGiorgio, baixista revolucionário que participou de álbuns fundamentais como Human e Individual Thought Patterns e que atualmente integra o Testament; Bobby Koelble, guitarrista do clássico Symbolic; e Max Phelps, guitarrista e vocalista que assume o desafio de interpretar as linhas vocais de Chuck Schuldiner com fidelidade e respeito, trazendo ainda sua bagagem adquirida em bandas como Exist e Cynic.
“Chegou a hora de comemorar alguns marcos do catálogo do Death”, declara Hoglan. “São 30 anos de Symbolic e 35 anos de Spiritual Healing! Duas eras muito diferentes, mas igualmente importantes do Death. Vai ser um prazer representar esses dois álbuns. Será uma noite incrível homenageando o grande Chuck Schuldiner, como só o Death to All sabe fazer”, comenta Hoglan.
Symbolic foi o sexto álbum de estúdio do Death, lançado em março de 1995 pela Roadrunner Records. O álbum representa uma transição no som da banda, mantendo elementos de death metal técnico, mas incorporando progressividade, mais melodias e tem estruturas mais elaboradas. “Crystal Mountain”, “Symbolic”, “Perennial Quest”, “Empty Words” e “1,000 Eyes” são petardos deste registro.
Spiritual Healing foi o terceiro álbum do Death, lançado em fevereiro de 1990. Em vez de focar em horror visceral ( gore e temas macabros) como nos dois primeiros discos, as letras aqui passaram a tratar de problemas sociais, como genética, tele-evangelismo, doença mental e deficiência física. Musicalmente, também há evolução: riffs mais técnicos, melodias mais presentes, variações de tempo, partes mais “melódicas” intercaladas com agressividade.
A turnê brasileira passará por Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte, com realização da produtora Overload, e promete apresentações focadas principalmente nos repertórios de Spiritual Healing e Symbolic, discos que representam momentos distintos — porém complementares — da evolução do Death: do death metal mais cru e socialmente crítico ao ápice técnico, progressivo e melódico da banda. O setlist também deve incluir outras faixas emblemáticas da discografia, reforçando o caráter histórico e emocional dos shows.
Reconhecido internacionalmente, o Death To All já percorreu diversos países com casas cheias e forte resposta do público, consolidando-se como a forma mais autêntica de vivenciar ao vivo a música do Death na ausência de seu criador. A passagem pelo Brasil reafirma não apenas a relevância eterna da obra de Chuck Schuldiner, mas também a força de um legado que segue influenciando gerações e ocupando lugar central na história do metal extremo.






