Exxûl: “Sealed Into None” (2026)
Productions TSO
#EpicPowerHeavyDoomMetal
Para fãs de: Candlemass, Memento Mori, Doomocracy
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,0
Na terra canadense de Longueuil/Quebec, em 2024, nasceu Exxûl, quinteto que constrói sua sonoridade ao mesclar, de forma equilibrada e homogênea, elementos de Epic Heavy, Power, assim como Doom Metal. Pouco tempo depois, em 15/1/2026, pelo selo Productions TSO, nasceu “Sealed Into None”, seu primeiro registro oficial. O vocalista Stargazer (Thomas Karam), o tecladista Spectre (François Bilodeau), o guitarrista Defender (Philippe Tougas), o baixista Sentinel (Antoine Daigneault) e o baterista Etherial Hammer (Guyot Begin-Benoit) formam, portanto, o primeiro line-up da banda.
A pequena introdução “Bells of the Exxûl” traz consigo um grito épico: “levantem-se, guerreiros da desgraça, levantem-se Exxûl”. Dessa forma, da-se o início a um dos álbuns mais surpreendentes dos primeiros dias de 2026. O fantástico solo de guitarra de Defender já a princípio nos impressiona, tão logo soam os primeiros segundos de “Blighted Deity”. Assim que Stargazer coloca sua potente voz em ação, ficamos boquiabertos novamente. Etherial Hammer e Sentinel conduzem e intercalam o ritmo de modo competentemente preciso. Eles fazem com que a música ora soe Heavy Power ora soe Epic Doom. Além disso, as teclas de Spectre ajudam a manter a suave harmonia mesmo em meio ao ambiente de guerra sonora declarada. Ou seja, são 10m31s que passam na velocidade da luz diante de nossa prazerosa audição.
Em seguida, é a vez de “Walls of Endless Darkness”. Aqui se exala o mais puro perfume da desgraça, dando destaque absoluto as linhas de baixo de Sentinel. O músico, cujo nome real é Antoine Daigneault, exibe um timbre metálico sedutor com frases musicais que, ao mesmo tempo, dão consistência rítmica e melodia. O supremo deleite segue em “Labyrinthine Fate”, já que a capacidade técnica e feeling do frontman e de todos os instrumentistas tornam-se cada vez mais evidentes. Em suma, a previsão é que tenhamos horas e horas intermináveis de playlist no modo repeat. Nesse exato momento, não poderíamos deixar de elogiar a impeável produção dessa obra fonográfica, pois os timbres foram uma escolha divina e a timbragem se manteve acima do bem e do mal.
O encerramento de “Sealed Into None”, primeiro full lenght da discografia do Exxûl, fica por conta da composição “The Screaming Tower”, a qual também é sua faixa de mais longa duração, 14m32s. O fabuloso cantor Thomas Karam (codinome: Stargazer) é uma exímio intérprete em todas as músicas desse debut, porém, a sua melhor performance acontece, indubitalvemente, em sua parte final. Embora “The Screaming Tower” carregue a pegada mais Doom do disco durante oito longos minutos, ela alterna para Heavy Power a partir desse ponto, sublinhando a incrível exibição de bateria que nos proporciona Guyot Begin-Benoit. O baterista demonstra que sobra em técnica, mas que sabe exatamente como usar toda a sua capacidade em favor de sua arte musical.
Enfim, parabéns Exxûl, que esse seja apenas o primeiro passo de uma longa estrada, mantendo essa qualidade sensacional que proveram deleite absoluto as nossas almas.





