Lich King
– “The Omniclasm” (2017)
Independente
Nota: 10
Deveria haver alguma lei que obrigasse toda e qualquer banda de Thrash a soar exatamente como esse disco, sendo passível de morte caso a prerrogativa não fosse devidamente obedecida. Senhores, conheçam o álbum de Thrash Metal do ano, “The Omniclasm”.
O Lich King definitivamente atingiu seu ápice criativo com esse disco, e pode chamar de “retro-Thrash” à vontade, afinal, não tem nada de novo ou demasiadamente subversivo aqui. É só Thrash Metal, mas eu gosto, e muito.
“The Omniclasm” possui o trabalho de guitarras mais intenso da carreira do grupo, caracterizado por riffs vigorosos e palhetadas faiscantes, além daquelas interrupções abruptas tão peculiares ao estilo, que servem só pra dar uma relaxada no pescoço, nem que seja por uma fração de segundos. A bateria de Brian Westbrook é devastadora e precisa, ditando o ritmo alucinante de cada composição na fronteira do Speed Metal.
O disco todo segue freneticamente, sendo quebrado apenas no terço final em “Civilization”, onde a banda, de forma descontraída, experimenta algumas texturas sonoras diferentes, como o Progressivo setentista de bandas como The Doors, Deep Purple, ousando até em alguns arranjos de Hammond em meio à alternância de climas.
“The Omniclasm” é um disco honesto e apaixonado, feito por uma banda que, acima de tudo, quer apenas diversão. Destaques? Coloque o disco no repeat e deixe rodar por um mês a fio para desespero dos vizinhos. Outro álbum desses só no próximo milênio.
Ricardo L. Costa





