Little Angels – “Don’t Prey for Me” (1989)

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Little Angels“Don’t Prey for Me” (1989)
Polydor
#Rock#HardRock

Para fãs de: Dokken, Kingdom Come, Van Halen

Nota: 8,0

Tudo começou em 1984, na cidade de Scarborough, Inglaterra quando o vocalista Toby Jepson, o baixista Mark Plunkett e o baterista Dave Hopper uniram-se aos irmãos Bruce John (guitarra) e Jimmy Dickinson (teclados) formando o Mr. Thrud. Quatro anos mais tarde, Hopper seria substituído por Michael Lee e o quinteto mudaria seu nome para Little Angels. Com os singles “90 in the Shade” e “She’s a Little Angel”, começaram a ganhar notoriedade em seu país.

Do outro lado do Atlântico, o líder do Cinderella, Tom Keifer, era pura empolgação: “O Little Angels é o maior fenômeno musical da Europa!”. Tal declaração, obviamente, despertou o interesse do público norte-americano, assegurando ao grupo um prestígio sem igual na Terra do Tio Sam. Foi só “Don’t Prey for Me” chegar às lojas, em novembro de 1989, para o grupo cair na estrada ao lado de grandes nomes como Aerosmith, Bon Jovi, Guns N’ Roses e Van Halen.

“Don’t Prey for Me” estreia do Little Angels por uma grande gravadora — o primeirão mesmo, “Too Posh to Mosh” (1987), saiu pela pequena Powerstation Records — pode não ser seu maior êxito comercial, mas, na minha opinião, é o seu trabalho mais consistente e viciante, com solos de tirar o fôlego e vocais que, ignorando a nacionalidade, remetem ao estilo estadunidense de fazer hard rock.

Muitos foram os hits, como “Big Bad World”, “Do You Wanna Riot”, “Don’t Pray for Me”, “Kickin’ Up Dust” e “Radical Your Lover”, sem contar as canções que, apesar de não terem estourado, permanecem entre as prediletas dos fãs, como “Broken Wings of an Angel” e a baladaça “Promises”. Passados trinta anos, “Don’t Prey for Me” segue como uma prova de que o ano de 1989 não teve um lançamento ruim sequer — ao menos no que diz respeito ao hard.

Marcelo Vieira

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