Lost Society – “Hell Is A State Of Mind” (2026)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#Metalcore #AlternativeMetal
Para fãs de: Bullet For My Valentine, Avenged Sevenfold, Black Veil Brides
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 7,5
O primeiro contato com o Lost Society causa um baita choque. Quem resolve pesquisar o passado dos caras descobre que, no começo da carreira, os finlandeses eram tratados como a grande promessa do Thrash Metal, dividindo palco com gigantes como Anthrax, Slayer e Exodus. Mas a realidade em Hell Is A State Of Mind é totalmente diferente e mira, sem medo, no metal moderno.
A abertura com “Afterlife” traz um refrão meio estranho de início, mas que logo se mostra muito grudento. É uma faixa cadenciada, sem correria, que aposta em guitarras pesadas e ganha pontos com uma orquestra ao fundo, dando uma atmosfera bem legal para começar os trabalhos.
Logo depois, “Blood Diamond” entrega uma vibe escancarada de Avenged Sevenfold. Das linhas de guitarra ao estilo de voz, tudo lembra a banda californiana. Longe de ser ruim, mas a influência dita as regras aqui e toma conta de 100% da composição.
Já “Synthetic” chega quebrando tudo e mostra muita força. O riff principal é excelente, e a música carrega uma pegada Slipknot muito clara, incluindo alguns “scratches” de DJ e vários elementos eletrônicos, além de um refrão que é puro Metalcore.
“Is This What You Wanted” começa no formato acústico e, mais à frente, abraça de vez as características do gênero, sustentando boas guitarras. Na mesma linha, “L’appel Du Vide” acerta em cheio com uma ótima guitarra e uma seção sinfônica ao fundo que casou muito bem. “Kill The Light” reprisa a fórmula de “Is This What You Wanted”: começa acústica, flerta com uma balada e cresce com guitarras bem ao estilo Avenged Sevenfold (de novo, no bom sentido).
Aí vem “No Longer Human”, que passa batido e não tem brilho nenhum. Por outro lado, “Dead People Scare Me (But The Living Make Me Sick)” é um baita acerto. Uma das melhores do disco, fácil, com refrão forte, peso e uma identidade que lembra o trabalho do Rob Zombie. “Personal Judas” (será uma referência ao Depeche Mode?) traz um riff excelente, com direito a harmônicos artificiais à la Zakk Wylde, e fecha com méritos o pódio das três melhores faixas do álbum.
O encerramento fica com a faixa-título, “Hell Is A State Of Mind”, mas ela infelizmente fica devendo. O vocal exagera um pouco nas melodias, embora o pedal duplo da bateria dê um gás legal em alguns momentos. No fim das contas, é um disco sólido para essa nova fase deles, mesmo com alguns tropeços na reta final.





