Corrosion of Conformity – “Good God / Baad Man” (2026)

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Corrosion of Conformity – “Good God / Baad Man” (2026)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#StonerRock #HeavyMetal #HardRock #SludgeMetal

Para fãs de: Down, Mastodon, Black Label Society, Black Sabbath

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Com quatro décadas de existência, marcadas por mudanças de formação, desentendimentos, reconciliações e tragédias, o Corrosion of Conformity, mesmo em meio a tanta turbulência, continuou lançando álbuns com certa constância, a cada poucos anos se reerguendo, entrando em estúdio e compondo monstros sonoros como seu mais recente ataque, o disco duplo Good God / Baad Man.

Composto em sua maioria pela dupla Pepper Keenan (guitarra rítmica/vocal) e Woody Weatherman (guitarra principal/vocal), que recrutaram uma cozinha de primeira com Bobby Landgraf (baixo) e Stanton Moore (bateria), o novo álbum tem um pouco mais de uma hora de duração e é facilmente absorvido em uma primeira audição, com ganchos suficientes para prender o ouvinte até o fim. As músicas possuem uma forte influência de Black Sabbath, com muito peso, momentos mais atmosféricos e vocais potentes. As guitarras entregam riffs sujos e solos cheios de feeling, enquanto a cozinha mantém tudo afiado e sempre em movimento.

Logo na abertura, com “Good God? / Final Dawn”, esses elementos são apresentados e ditam o ritmo do álbum, com um começo mais viajante, mas que abre espaço para um riff de guitarra monstruoso e feito para bater cabeça. Na sequência, “Gimme Some Moore” é mais furiosa, com uma aura de puro Heavy Metal, motos envenenadas e brigas de bar — é difícil ficar parado ao ouvir essa pedrada — contando ainda com vocais de apoio do lendário vocalista do Ministry, Al Jourgensen. A influência do Sabbath retorna ainda mais forte em “You Or Me”, com o riff principal de “Wheels of Confusion” sendo utilizado e os vocais de Pepper nos lembrando muito o saudoso Príncipe das Trevas.

Partindo para a segunda parte do álbum, “Baad Man” tem um ritmo funky e uma levada Rock n’ Roll direto das ruas escuras e bares cheios de fumaça de cigarros, além de contar com um solo incrível. “Asleep On The Killing Floor” é um dos grandes destaques do disco, com linhas de baixo perfeitas e hipnotizantes, um ritmo sufocante e vocais carregados de raiva e potência. Nessa faixa, a banda toda mostra como está em sintonia e como pode ser diversificada, ainda assim entregando tudo o que se espera deles.

Fechando o disco, temos “Forever Amplified”, uma homenagem emocionante aos membros falecidos da banda. Após uma introdução dramática, a faixa explode em um riff poderoso que se estende por toda a música, entregando um trabalho primoroso de puro Heavy Metal.

Good God / Baad Man é um trabalho forte, que carrega emoção, fúria e muita atitude. Pode ser que eles demorem alguns bons anos para lançar algo novo, porém o que temos aqui é o Corrosion of Conformity em sua essência, suficiente para deixar os fãs satisfeitos por um bom tempo.

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