
Madball – “For The Cause” (2018)
Nuclear Blast
#Hardcore
Para fãs de: Agnostic Front, Sick Of It All, Cro-Mags
Nota: 9,0
“For The Cause” sedimenta mais um capítulo na saga do Hardcore urbano do Madball. Basicamente um bastião do “NY Style” ao lado dos consanguíneos Agnostic Front e do Sick Of It All, o quarteto comandado por Freddy Cricien segue creditando seu som como uma voz de protesto e de união, onde o HC cadenciado e empolgante do grupo tem alcance ilimitado, agregando povos em prol da causa, como elucida o próprio título da obra.
“For The Cause” é contundente como a violência da “grande maçã”. Brutal como um ataque de gangues aos menos favorecidos. O Madball transpira a energia e a dureza das ruas em composições marcadas por características muito próprias, sendo assim, podemos dizer que a banda construiu seu próprio subgênero dentro daquele que o mostrou ao mundo.
“For The Cause” marca também o retorno (não se sabe ao certo se definitivamente) de Matt Henderson nas guitarras, praticamente um ícone mor não só da banda, mas como de todo o cenário. O disco conta, como sempre, com uma seqüência de refrões inesquecíveis, cantados por toda a galera que, quando você menos espera, já está lá no meio fazendo parte da celebração.
“For the Cause” é sensivelmente mais “na manha” que seus antecessores, com uma carga rítmica mais melódica, mas nunca desdenhando do peso. As participações especiais reforçam o clima de união e irmandade propagados pela banda. Ice T (Body Count) dá o ar da graça em “Evil Ways”, e Tim Armstrong (Rancid, também responsável pela produção) traz aquele frescor Street Punk para “The Fog”. As heranças latinas jamais devem ser esquecidas, sendo assim, temos a indefectível faixa cantada em espanhol “Es Tu Vida”, onde a agressividade sanguínea quase transborda.
“For The Cause” constitui um grande disco, não trazendo nada daquilo que já não estejamos acostumados, e é justamente isso que o torna um genuíno álbum do Madball. O Hardcore da vizinhança está presente aqui em toda sua magnitude e, em breve, até em versão nacional. Não vai ficar fora dessa, né? O “bola doida” voltou!
Ricardo L. Costa





